A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) retomou parcialmente suas atividades médicas na Cidade de Gaza. O trabalho havia sido interrompido em 24 de setembro, devido à intensificação da ofensiva israelense. Após o início do cessar-fogo, em 10 de outubro, foram registrados mais de 402.400 movimentos de deslocamentos do sul para o norte da Faixa de Gaza, segundo dados da Atualização Instantânea do Monitoramento de Movimentos Populacionais.
Retomada gradual das atividades
Após uma cuidadosa avaliação, a MSF retomou parcialmente as atividades na região, mantendo os esforços para alcançar os pacientes. No dia 15 de outubro, foi reaberta a clínica para tratamento de ferimentos na Cidade de Gaza. Desde então, as equipes da MSF já atenderam mais de 640 pacientes, a maioria com lesões relacionadas a traumas. Muitos estavam sem acesso a cuidados adequados e curativos havia semanas.
Além disso, a MSF continua a apoiar remotamente o Hospital Maternidade Al-Helou e o Hospital Al-Shifa com suprimentos e combustível.
Danos em instalações de saúde
Uma das instalações onde a MSF suspendeu as atividades no início de setembro foi o Centro de Saúde Primária (PHCC) em Sheikh Radwan. Quando as equipes retornaram à área na semana passada, encontraram a instalação parcialmente destruída, o que deixou a comunidade sem uma fonte crucial de atendimento médico.
Fornecimento de água potável
Desde 14 de outubro, a MSF também retomou o transporte de água na Cidade de Gaza. Por nove dias consecutivos, a organização forneceu entre 90 mil e 180 mil litros de água potável por dia. Atualmente, a MSF avalia a possibilidade de expandir ainda mais essas operações, à medida que mais pessoas retornam do sul do território e enfrentam acesso limitado à água potável na Cidade de Gaza.
*Os números refletem os fluxos populacionais, e não os retornos permanentes, pois nem todas as pessoas que fazem a jornada permanecem no norte da Faixa de Gaza.






