Brasileiros que buscam qualidade de vida em cidades médias encontram mais tempo livre e dinheiro, mas esbarram na falta de opções de lazer e consumo. É o que aponta a pesquisa inédita “O Brasil que cresce: a vida nas cidades médias”, realizada pela IMO Insights.
Tempo livre x falta de lazer
O estudo revela que, embora a vida nas cidades médias proporcione um cotidiano mais equilibrado, ainda há um déficit de infraestrutura em lazer, consumo e mobilidade. A pesquisa ouviu moradores de municípios entre 150 mil e 500 mil habitantes, de todas as regiões do país.
Os dados mostram que:
- 53% dos moradores sentem que não conseguem comprar tudo o que precisam e desejam onde moram;
- 85% sentem falta de locais para lazer, públicos ou privados;
- 87% têm seu lazer principalmente em casa.
O que os dados revelam é uma contradição interessante sobre essas cidades que têm ganhado destaque nos últimos anos pelo seu crescimento populacional: elas oferecem um cotidiano mais equilibrado e menos caótico, mas ainda enfrentam um déficit importante de infraestrutura em lazer, consumo e mobilidade. Isso mostra um espaço de oportunidade tanto para o setor privado quanto para o público.
— Lucas Silva, fundador e CEO da IMO
Mobilidade urbana ainda é um desafio
A pesquisa também abordou a questão da mobilidade nas cidades médias. Apesar de muitos moradores chegarem rapidamente ao trabalho (70% levam, em média, 30 minutos), a dependência do carro é alta devido à ineficiência do transporte público. De acordo com o levantamento, 82% associam a necessidade de ter veículo próprio a esse problema.
Necessidade de deslocamento para outras cidades
Além disso, o estudo mostra que, para algumas necessidades, como serviços de saúde e compras específicas, muitos moradores precisam se deslocar para cidades vizinhas. Atualmente, 48% precisam ir para outros municípios para cuidar da saúde.
Há uma dose de medo de depender da estrutura de saúde pública, que nem sempre é suficiente. Por isso, famílias com maior poder aquisitivo buscam médicos, clínicas e hospitais em cidades vizinhas. Por outro lado, clínicas populares se tornaram presença comum no tecido urbano, oferecendo alternativas mais baratas e com pagamento facilitado.
— Lucas Silva, fundador e CEO da IMO
Lazer em casa e refúgio digital
Diante da falta de opções de entretenimento, muitos moradores transformam suas casas em espaços de lazer. Cerca de 39% pretendem reformar suas residências nos próximos 12 meses. Além disso, uma parcela significativa da população busca entretenimento nas redes sociais: 71% consomem conteúdos mais de uma vez ao dia.
Entrando na casa das pessoas durante nosso estudo, identificamos que o lar virou o centro do lazer e que a expectativa de melhoria impulsiona investimentos no próprio espaço: 39% pretendem reformar a residência nos próximos 12 meses.
— Lucas Silva, da IMO






