Durante o Web Summit Lisboa, a palestra “When AI Starts to Decide”, apresentada por Tao Zhang, cofundador da Manus, plataforma de agentes de IA, chamou a atenção. Zhang apresentou um ponto simples e profundo: a OpenAI constrói o “cérebro”, mas o que transforma o mundo é a “mão”, a capacidade de agir. Essa visão define o próximo salto da inteligência artificial, com a IA que age.
A revolução dos agentes autônomos
Por anos, o ChatGPT e ferramentas similares encantaram com sua habilidade de conversar, resumir, corrigir e criar textos. No entanto, o verdadeiro poder da IA emerge quando ela passa a agir: montar planilhas, gerar relatórios, cruzar dados, enviar notificações, priorizar tarefas. Ou seja, quando ela sai do campo da ideia e entra no campo da ação.
É nesse ponto que a revolução dos agentes autônomos começa a se conectar com o mundo real das empresas. No Looqbox, essa lógica é aplicada no universo B2B. Grandes modelos de linguagem, da OpenAI, Anthropic e outros, são usados para que as pessoas nas empresas possam transformar inteligência em ação concreta. A plataforma não se limita a responder perguntas: ela executa análises, identifica padrões, antecipa decisões e entrega insights, como se cada colaborador tivesse um analista particular.
Assim como os agentes do Manus, os sistemas do Looqbox não dependem de fluxos pré-programados. Em vez de seguir um roteiro fixo, o agente é capaz de planejar e escolher quais ferramentas usar em cada caso, criando um plano dinâmico de execução. Deixa-se de treinar máquinas para seguir ordens e passa-se a treinar sistemas capazes de decidir como e quando agir.
O próximo passo da IA: o modo autônomo
O próximo passo dessa evolução já começou: o modo autônomo. Enquanto o ChatGPT e outros modelos operam em modo interativo, respondendo a comandos humanos, a nova fronteira está na IA que age antes de ser acionada. No caso do Looqbox, isso significa um agente capaz de monitorar indicadores de performance, acompanhar metas, detectar desvios e gerar recomendações automaticamente, sem que ninguém precise perguntar nada. É a IA que observa, compreende e age, e não apenas responde.
Estamos entrando na era em que a inteligência artificial deixa de ser uma ferramenta passiva e se torna um parceiro ativo de decisão. Uma era em que o valor não está apenas em “pensar melhor”, mas em agir mais rápido, com mais precisão e propósito.
No fim das contas, o futuro da IA e das empresas dependerá da capacidade de unir o cérebro e a mão. Ou, em outras palavras: de transformar inteligência em movimento.






