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IA redefine consumo na Black Friday brasileira de 2025

IA redefine consumo na Black Friday brasileira de 2025

A inteligência artificial (IA) está redefinindo o consumo, e a Black Friday de 2025, marcada para 28 de novembro, promete ser um divisor de águas na digitalização do varejo brasileiro. De acordo com o Connected Shoppers Report 2025 da Salesforce, 73% dos varejistas no país planejam aumentar seus investimentos em IA este ano, superando a média global de 69%.

IA no varejo: automação e personalização

O avanço do e-commerce, que deve representar 14% do varejo total em 2025 (Ebit|Nielsen), consolida a inteligência artificial como um eixo estratégico para empresas que buscam eficiência operacional, escalabilidade e precisão nas decisões de negócio. Um levantamento da Central do Varejo revela que 47% dos varejistas brasileiros já utilizam soluções de IA, sobretudo em marketing, vendas e atendimento.

Além disso, o uso de modelos preditivos e ferramentas de recomendação automatizada está alterando o ciclo de compra – da busca inicial ao pós-venda –, permitindo ofertas personalizadas e precificação dinâmica. No entanto, os riscos também aumentam: a Serasa Experian registrou 3,2 milhões de tentativas de fraude digital durante a Black Friday de 2023, evidenciando que a segurança de dados e a confiabilidade dos sistemas tornaram-se fatores centrais da competitividade.

Soluções de inteligência artificial voltadas à detecção de fraudes já são consolidadas em setores como o bancário, mas ainda precisam evoluir para cenários de varejo e compras online. A complexidade das jornadas de consumo e a fragmentação dos canais tornam o aprendizado desses modelos mais desafiador.

— Bruna Mulinari, especialista em inteligência artificial e fundadora da Dataplai

Desafios e oportunidades da IA no Brasil

Um estudo da Microsoft aponta que 75% das micro, pequenas e médias empresas brasileiras estão otimistas quanto ao impacto da IA em seus negócios, e 77% dos decisores afirmam que a tecnologia agiliza processos e melhora o uso do tempo. No entanto, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identifica um descompasso: 87% dos empreendedores já conhecem ou utilizam soluções de IA, mas apenas 14% fazem uso efetivo – e a principal barreira é a falta de conhecimento técnico sobre aplicação prática.

O futuro da IA no varejo

O avanço da inteligência artificial deve expandir sua aplicação para áreas como logística, prevenção de fraudes e gestão de estoques, ampliando a automação de processos críticos do varejo. Segundo a Serasa Experian, os indicadores de fraude digital tendem a crescer com a intensificação das compras online, pressionando o mercado por soluções preditivas e modelos de segurança baseados em dados.

Por fim, a ABComm projeta que o comércio eletrônico mantenha ritmo de crescimento superior a 10% ao ano até 2026, consolidando o uso da IA como infraestrutura essencial das operações de varejo no Brasil.

O impacto da inteligência artificial está menos na automação e mais na capacidade de compreender contextos e padrões. Só quando os dados são confiáveis e interpretados com responsabilidade é que a IA gera valor real para o varejo.

— Bruna Mulinari, especialista em inteligência artificial e fundadora da Dataplai

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