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Pastor e missionária acusados de crimes: caso pior que Flordelis?

Pastor e missionária acusados de crimes: caso pior que Flordelis?

A Deputada Federal Erika Hilton (PSOL-SP) e a Vereadora de São Paulo, Amanda Paschoal (PSOL-SP), denunciaram o pastor Flávio Amaral ao Ministério Público por homotransfobia e tortura após o suicídio de Letícia Maryon (Taylor). Amaral é acusado de injúria e discriminação contra a comunidade LGBTQIAPN+.

Suicídio após “detransição”

Letícia Maryon, de 22 anos, tirou a própria vida em 27 de setembro de 2024, após enfrentar por mais de um ano o processo de “detransição” pelo Ministério Libertos Por Deus, conduzido pelo Pastor Flávio Amaral e a Missionária Andréia Castro. A jovem havia participado de um culto ministrado por Amaral para falar sobre o seu processo, ao qual se referiu como uma “guerra espiritual entre a carne e o espírito”.

O Ministério Público Federal pediu o indiciamento de Flávio Amaral alegando que houve tortura psicológica praticada contra Letícia Antonella Maryon (Taylor) Estadual). Segundo a denúncia, o pastor teria se aproveitado da vulnerabilidade social e psicológica da jovem para submetê-la a um tratamento de “cura homossexual” e “destransição de gênero”.

Foi nesse ambiente de ódio e discriminação criado por Flávio Amaral e Andréia Castro que ele cooptou Letícia Antonella Maryon, jovem em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica. — trecho da denúncia do Ministério Público Federal

Acusações de tortura psicológica

O MPF alega que Letícia foi submetida a um método contínuo de tortura psicológica, que consistia em tratar sua condição de mulher transexual como patológica e demoníaca. A jovem descreveu o sofrimento como uma “guerra espiritual entre a carne e o espírito”. Há indícios de que, após Letícia se envolver com outro rapaz do grupo de Flávio, o pastor a teria expulsado, facilitando o acesso às drogas e aumentando sua vulnerabilidade.

Prints inéditos das últimas conversas entre Letícia Marion (Taylor) e Flávio Amaral mostram que a jovem pediu ajuda ao pastor, que foi negada. A situação pode ser caracterizada como indução ao suicídio.

“Cura-gay” e esquema criminoso

Ao chamar de “renúncia ao pecado” a prática de “cura-gay”, Flávio Amaral é acusado de praticar crime. Recentemente, em um podcast, ele declarou explicitamente que “acredita na cura-gay”.

O esquema criminoso do LPD envolveria a chegada de transexuais, exposição na internet com a promessa de libertação, arrecadação de centenas de milhares de reais, cirurgias caras e acerto financeiro com alguns médicos com histórico de procedimentos duvidosos. Com o restante do dinheiro arrecadado, Flávio e Andréia ostentariam luxo, com plásticas e viagens constantes.

Em um vídeo, Flávio Amaral retira os drenos de alguns rapazes em sua casa, sem nenhuma assepsia, e faz piada com a dor deles. Recentemente, o psiquiatra do Libertos Por Deus, Milton Hermida, declarou que “homossexualismo [sic] é doença” e que a Organização Mundial de Saúde (OMS) da ONU está errada ao não classificar a homoafetividade como enfermidade.

Patrimônio e outras acusações

Em quatro anos, o patrimônio do casal saiu de “duas malas e uma televisão” para uma mansão de quatro terrenos, uma casa na beira da praia, dois carros de luxo e outros imóveis em nome de terceiros. Além disso, o casal é acusado de sequestro da neta da própria Missionária. O filho dela declarou que está lutando para reaver sua filha há quatro anos.

As acusações ao Pastor Flávio Amaral e a Missionária Andréia Castro são variadas: estelionato da fé, sequestro, tentativa de homicídio, racismo, sonegação de impostos, tráfico de influência, cirurgia ilegal no SUS, associação criminosa, injúria qualificada, calúnia, difamação, violência contra idosos, violência contra animais, violência contra mulheres, racismo religioso, racismo de gênero, misoginia e etarismo, falsidade ideológica.

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