O jornalista e escritor Fabricio Azevedo lança seu livro ‘A Mulher de Negro’ no próximo sábado (29/11), às 18h, no Palácio de Cristal, no Rio de Janeiro. O evento ocorre durante a segunda edição da Flipetrópolis, festival literário internacional de Petrópolis. A entrada é gratuita e aberta ao público.
A trama de ‘A Mulher de Negro’
Em sua estreia no romance, Fabricio Azevedo mergulha no universo do terror, trazendo a história de um grupo improvável de heróis que precisa enfrentar uma criatura sombria em meio a conspirações ocultas. A obra destrincha as consequências dos preconceitos e das desigualdades que impactam o cotidiano dos personagens, além de trazer um olhar para os problemas de uma metrópole que se escondem à vista de todos.
Na fantasia urbana ‘A Mulher de Negro’, nem todos os habitantes de São Paulo são propriamente humanos. Os alapados, seres híbridos e metamorfos, moram na cidade mais populosa das Américas sem que ninguém sequer desconfie de sua existência, porque parecem moradores como outros quaisquer. Alguns são empregados, têm endereço e até pagam impostos, mas essas criaturas ocultas preferem a noite, quando podem caçar, esconder-se e, no primeiro sinal da luz do dia, voltar às suas tocas, ninhos e tumbas.
Lucius e o dom da visão
Neste mundo desconhecido às pessoas comuns, um personagem foge à regra: Lucius. Enfermeiro, desde cedo lida com o peso de ter o “dom da visão”, herdado da mãe e da avó. Foi diagnosticado com esquizofrenia, caiu em vícios e precisou aceitar trabalhos que, durante a carreira, apenas ficaram sucessivamente piores. Tudo muda a partir do momento em que ele vê uma sombra sugando a energia de seu paciente e a empurra. Porém, ela é um estranho aracnídeo gigantesco que, ao ser descoberta, torna Lucius seu próximo alvo.
Vítima desse ser, o protagonista foge – até que encontra Joana, uma caçadora de criaturas, e sua leal amiga, Lilith. Quando as duas descobrem que ele está sendo perseguido por uma entidade extinta há séculos, inicia-se uma perseguição perigosa que colocará em risco suas vidas e desestabilizará o equilíbrio do mundo.
Toda cidade opera por certas regras. Paris é a cidade luz, em mais de um sentido do que as pessoas imaginam. Roma é eterna, em mais de uma direção. Uma das regras mais sagradas de São Paulo é que não interessa a hora ou para onde você vá, cedo ou tarde, você encontrará um congestionamento intransponível que durará até esgotar suas últimas reservas de paciência.
— Fabricio Azevedo, em ‘A Mulher de Negro’
Análise social e fantasia urbana
Fabricio Azevedo apresenta uma narrativa não linear, na qual os mesmos acontecimentos são contados em diferentes pontos de vistas, até chegar ao final. Com referências a letras de músicas, lendas urbanas, momentos históricos e curiosidades sobre importantes figuras do passado, a obra constrói uma trama que convida os leitores não somente a imergir em um universo fantástico, mas a explorar um mundo que também atravessa a realidade.
Lançamento inaugural de uma saga, cuja sequência intitulada de ‘Joana e a Quinta Deusa’ está prevista para ser publicada no primeiro semestre de 2026, ‘A mulher de negro’ mescla uma jornada intensa de reviravoltas com uma análise social crítica e um humor ácido. Entre as páginas, o livro destrincha as consequências dos preconceitos e das desigualdades que impactam o cotidiano dos personagens, além de trazer um olhar para os problemas de uma metrópole, que, assim como os alapados, escondem-se à vista de todos.






