Um estudo realizado pela Dasa e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) revelou um importante biomarcador para a resistência à insulina, com potencial para redefinir a prevenção de doenças do coração e diabetes. A pesquisa, que analisou mais de 328 mil registros, valida o Índice Triglicerídeo-Glicose (TyG) como uma ferramenta acessível e vital na luta contra a principal causa de morte no país.
O que é o Índice TyG?
O estudo, conduzido a partir de um dos maiores bancos de dados laboratoriais do país (o da Dasa), analisou 328.345 registros de indivíduos entre 20 e 65 anos. A investigação avaliou a correlação do TyG com o método HOMA-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance), tradicionalmente reconhecido.
De acordo com a Dra. Rosita Fontes, endocrinologista dos laboratórios Sergio Franco e Bronstein, no Rio de Janeiro, o estudo pode colaborar para a detecção e prevenção de doenças crônicas no Brasil.
O índice TyG não é apenas um número; é a nossa aposta para democratizar o acesso à identificação precoce da resistência à insulina. Temos uma ferramenta robusta, validada com dados laboratoriais de muitas pessoas, que utiliza um cálculo com o resultado de exames básicos – glicose e triglicerídeos. Quando o TyG está alterado, isto pode alertar para que se aprofunde na avaliação daquela pessoa sobre se há resistência insulínica, colaborando na prevenção do diabetes e das doenças cardiovasculares, entre outras.
— Dra. Rosita Fontes, endocrinologista dos laboratórios Sergio Franco e Bronstein
Inteligência de dados na prevenção
A Dra. Maria Helane Gurgel Castelo, diretora de análises clínicas na Dasa, ressalta a solidez dos dados utilizados na pesquisa. “A força de um estudo como este reside na escala e na qualidade dos dados que a Dasa consegue mobilizar. Vejo no TyG a materialização da inteligência de dados aplicada à prevenção. Estamos transformando um volume gigantesco de informações em insights clínicos acionáveis, que empoderam médicos e pacientes na jornada contra doenças crônicas, elevando o padrão do diagnóstico laboratorial no país.”
Impacto na saúde pública
Ainda de acordo com Natalia Gonçalves, superintendente de pesquisa e desenvolvimento da Dasa, a inovação em saúde precisa chegar à população de forma prática e educativa, gerando impacto real na vida das pessoas. “Este é um exemplo brilhante de como a pesquisa de ponta pode se traduzir em benefício direto para a saúde pública.
Ao simplificar a detecção de riscos metabólicos, abrem-se caminhos para campanhas de conscientização mais eficazes, como as do Setembro Vermelho, focada na saúde cardiovascular. O objetivo é disseminar a relevância de exames preventivos e de hábitos de vida saudáveis.
Este estudo não apenas solidifica a base científica para o uso do TyG, mas também pavimenta o caminho para a implementação de estratégias de saúde pública mais amplas e eficientes. Dessa forma, garante que o conhecimento gerado em laboratório se transforme em vidas mais saudáveis para milhões de brasileiros.






