Entre a fé e o poder, um duelo de almas se revela no novo livro de Gabriel Ract, “O Alquimista de Bastos”. O autor apresenta uma fantasia histórica que combina ambição e mistério em uma trama de sedução e dilemas morais.
A alquimia como espelho da alma humana
A narrativa transporta o leitor para o século XVIII, quando o paganismo ganhava força na França e a alquimia se transformava em ciência. Nesse cenário, acompanhamos Damian Willard, um jornalista britânico infiltrado em uma universidade parisiense.
Sua missão é investigar o desaparecimento de alunos do curso de esoterismo ministrado por Simon Durant, um alquimista misterioso que detém o segredo da imortalidade e o poder da pedra filosofal. No entanto, o que era uma investigação racional se transforma em uma experiência de fé, desejo e destruição.
Como dito anteriormente, os alquimistas franceses acreditavam em uma origem cristã para a pedra filosofal, considerando, portanto, que o objeto tivesse poder não apenas sobre a carne, mas também sobre o espírito daquele que a possuísse. — Gabriel Ract, autor de “O Alquimista de Bastos”
Um jogo de forças entre o cético e o místico
Ao longo da história, Damian se encontra dividido entre Marie, que o convida à lucidez, e Simon, que o leva a um labirinto de manipulação e fascínio. Em meio a rituais e duelos de tarot e alquimia, o protagonista descobre que a maior transformação está em seu próprio coração.
Reflexões sobre moralidade e escolhas
À medida que os segredos vêm à tona, o leitor é convidado a refletir sobre a fragilidade da moral e o preço das escolhas. “O Alquimista de Bastos” aborda temas como poder, culpa e redenção, além da busca humana por dominar o desconhecido.
Cada página revela que, assim como o metal, a alma precisa passar pelo fogo para alcançar sua pureza. Gabriel Ract, autor de outras obras de fantasia, consolida sua maturidade literária ao transformar símbolos ancestrais em dilemas contemporâneos, com uma trama complexa e personagens ambíguos.



