Está pensando em comprar um imóvel? Especialistas do setor já falam em “Black Friday dos imóveis” para se referir aos melhores meses do ano para fechar negócio. Mudanças na Selic, bônus corporativos, férias escolares e a busca das construtoras por bater metas criam oportunidades para os compradores negociarem preços menores, entrada facilitada e condições especiais.
Melhores épocas para comprar imóveis
O fim de ano, as férias escolares e as semanas seguintes às decisões da Selic aquecem o mercado. Isso acontece porque as construtoras querem acelerar o cumprimento de metas e girar o estoque. Ao mesmo tempo, os compradores recebem o 13º salário e bônus, além de terem mais tempo para visitar os imóveis e tomar decisões.
Essa combinação aumenta a disputa entre vendedores e bancos, abrindo espaço para preços mais baixos, entrada facilitada e condições de financiamento mais favoráveis, como taxas reduzidas, prazos maiores e benefícios como isenção de ITBI/registro ou upgrades.
Dicas para aproveitar as oportunidades
Diogo Martins, CEO do IBREP (escola de especialização de corretores de imóveis), explica como o corretor preparado pode auxiliar nesse processo:
O corretor preparado mapeia as janelas com antecedência, deixa o crédito pré-aprovado, compara estoques e trava pacotes com construtoras e bancos. O foco sai do ‘preço de tabela’ e entra no custo total da operação: preço, taxa, entrada, documentação e benefícios reais. Quando o profissional domina dados locais e roteiro de visita, evita falsas barganhas, protege o cliente de decisões apressadas e entrega timing, segurança e valor efetivo na compra.
— Diogo Martins, CEO do IBREP
Confira os melhores meses para comprar
De acordo com o especialista, existem alguns momentos específicos que oferecem mais vantagens para os compradores:
- Fechamento de ano (novembro a janeiro): As construtoras buscam atingir as metas anuais e reduzir o estoque, o que pode resultar em bônus, upgrades e facilidades de financiamento.
- Pós-movimento da Selic: Após os cortes de juros, a demanda aumenta e alguns estoques “travados” são liberados, permitindo negociar preços e condições favoráveis.
- Férias escolares (janeiro e julho): As famílias têm mais tempo para visitar imóveis e considerar a mudança de cidade ou bairro, facilitando negócios de maior valor.
- Virada fiscal (março a maio): A restituição do Imposto de Renda e o planejamento financeiro anual aumentam a capacidade de entrada dos compradores. Além disso, os locadores podem revisitar suas carteiras e decidir vender ativos.
- Lançamentos com giro de estoque (1º e 3º trimestres): Promoções pontuais em tipologias remanescentes (últimas unidades ou andares específicos) para acelerar o VGV (Valor Geral de Vendas).
- Janelas locais: Cidades sazonais (praia ou serra) aquecem antes da alta temporada. Regiões com obras de infraestrutura em fase de entrega geram uma corrida pela “pré-valorização”.
A importância do corretor-consultor
Martins finaliza:
O mercado imobiliário não tem uma única Black Friday, ele tem janelas. Quando conectamos calendário, dados de crédito e metas comerciais, o cliente paga melhor pelo mesmo ativo. Nosso papel é transformar informação em estratégia: planejar o timing, negociar vantagens reais e reduzir riscos. Por isso insistimos na formação do corretor-consultor: ele precisa dominar finanças, comportamento do consumidor e tecnologia para guiar decisões com segurança.
— Diogo Martins, CEO do IBREP






