O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) celebra, em dezembro de 2025, 20 anos de atuação no desenvolvimento da Internet no Brasil. Desde 2005, a entidade reinveste os recursos do registro de domínios .br na evolução de uma rede mais segura, acessível e de alta qualidade para todos os brasileiros.
Ao longo de duas décadas, o NIC.br desempenhou um papel fundamental na moldagem e aprimoramento da rede. Atualmente, são mais de 5,5 milhões de domínios .br ativos, o maior conjunto de Pontos de Troca de Tráfego do planeta, além da produção de indicadores e ações de segurança e inovação. Esse legado contribui para uma Internet mais estável e preparada para o futuro.
Modelo de Operação Único
Todas as iniciativas são viabilizadas por um modelo de operação único, considerado referência internacional. Diferentemente de outras entidades, o NIC.br destina os recursos provenientes do .br não apenas para manter a estrutura técnica, mas também para fortalecer a infraestrutura de rede, gerar conhecimento, formar profissionais e aprimorar a qualidade da Internet.
“Esta é uma história de uma atuação direcionada ao desenvolvimento da Internet no Brasil. O uso do sobrenome .br caiu no gosto do brasileiro e não parou de crescer, consolidando-se ao longo dos anos como um dos ccTLDs [country-code Top Level Domain] mais populares globalmente, o que amplia nossa capacidade de impulsionar a evolução digital do país”, afirma Demi Getschko, Diretor-Presidente do NIC.br.
Contribuições para a Sociedade
As contribuições do NIC.br para a sociedade se concretizam por meio de diversas ações:
- Cetic.br: produz pesquisas sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).
- IX.br: gerencia a infraestrutura de Pontos de Troca de Tráfego, melhorando a qualidade e reduzindo os custos da conectividade.
- CERT.br: coordena a resposta a incidentes de segurança, disseminando boas práticas.
- Ceptro.br: realiza medições da qualidade da Internet e oferece cursos de capacitação.
- Ceweb.br: fomenta o uso de tecnologias abertas e a evolução da Web, com foco em acessibilidade e inovação.
- OBIA: monitora e disponibiliza dados sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) em diversos setores.
O Início da História
Para entender as bases do NIC.br, é preciso voltar a 1989, quando o “.br” foi delegado por Jon Postel (Internet Assigned Numbers Authority – IANA) aos operadores de redes acadêmicas na Fapesp. Em 7 de fevereiro de 1991, a Internet começou a operar no Brasil, sendo lançada comercialmente em 1994.
Em 1995, foi criado o Comitê Gestor da Internet (CGI.br), responsável por estabelecer diretrizes estratégicas para o uso e desenvolvimento da rede no país. Cinco anos depois, iniciou-se o processo de desvinculação do .br da Fapesp, e em janeiro de 2003, o NIC.br foi estabelecido como pessoa jurídica.
Em dezembro de 2005, o CGI.br transferiu para o NIC.br as funções administrativas e operacionais do .br, incluindo o registro de nomes de domínio e a alocação de endereços IP e números ASN.
NIC.br Hoje
A atuação estratégica do NIC.br colocou o Brasil em posição de destaque no cenário global. O projeto IX.br, por exemplo, é o maior conjunto de Pontos de Troca de Tráfego Internet do mundo. Além disso, o Brasil possui uma alta taxa de adesão ao IPv6.
“Esse sucesso não é um acaso. É resultado de um trabalho contínuo de capacitação de profissionais e de fomento à adoção de tecnologias essenciais para a escalabilidade e resiliência da rede”, complementa Getschko.
Nos últimos anos, o NIC.br ampliou as possibilidades para os usuários com o lançamento de novas categorias de domínios .br, renovou sua parceria com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e fortaleceu sua presença internacional.
“O sucesso do NIC.br é um reflexo direto da força do modelo multissetorial de governança da Internet adotado pelo Brasil e capitaneado pelo CGI.br. Essa colaboração entre governo, setor empresarial, terceiro setor e comunidade acadêmica garante que o desenvolvimento da Internet seja pautado pelo interesse público e pela qualidade técnica, um exemplo reconhecido mundialmente”, destaca Hartmut Glaser, Secretário Executivo do CGI.br.






