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Saneamento básico precário agrava efeitos da mudança climática no Brasil

Saneamento básico precário agrava efeitos da mudança climática no Brasil

A COP30 está gerando debates importantes sobre mudanças climáticas e saneamento básico no Brasil. A ausência ou insuficiência de saneamento básico, que inclui fornecimento de água, tratamento de esgoto, limpeza urbana, gestão de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais, impacta diretamente nos riscos climáticos. Essa carência torna o país mais suscetível aos efeitos adversos das alterações climáticas, intensificando suas consequências.

Planejamento a Longo Prazo e Convergência de Políticas

A implementação de soluções exige um planejamento sólido a longo prazo, investimentos e a convergência das políticas de saneamento com as de planejamento urbano e gestão de riscos de desastres. O consenso e alinhamento se tornam mais complicados devido à diversidade de interesses e necessidades entre os 26 estados e os 5.570 municípios brasileiros.

A carência de saneamento básico no Brasil agrava os impactos das mudanças climáticas, deixando as cidades mais vulneráveis a enchentes e deslizamentos, além de aumentar a incidência de doenças agravadas pelo calor e chuvas intensas. Em períodos de seca, a disponibilidade de água potável diminui, elevando os custos econômicos e penalizando as populações mais pobres.

Impactos da Falta de Saneamento em Eventos Climáticos Extremos

O saneamento básico insuficiente agrava os danos causados por eventos climáticos extremos. A inexistência de coleta e tratamento de esgoto contribui para a propagação de inundações, contaminando rios e mananciais utilizados como fontes de água potável. O contato com água contaminada eleva o risco de surtos de doenças transmitidas pela água, sobrecarregando o sistema de saúde pública.

O saneamento básico é a principal barreira contra muitas doenças. Se não for utilizado adequadamente, potencializa o risco de saúde associado às mudanças climáticas.

Com o aumento das temperaturas globais, a população se torna mais vulnerável a moléstias, como as transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Drenagem Urbana e Infraestrutura Resiliente

Sistemas de drenagem ineficientes não conseguem lidar com o volume de água das chuvas mais fortes, resultando em alagamentos que comprometem a infraestrutura de abastecimento e tratamento de água e esgoto, podendo interromper os serviços.

Nos períodos de secas prolongadas, a competição pela água se intensifica, diminuindo o volume nos mananciais. A falta de tratamento de esgoto agrava a escassez, reduzindo a quantidade de água que poderia ser tratada e reutilizada.

Qualidade da Água e Adaptação às Mudanças Climáticas

A redução do volume de água nos rios eleva a concentração de poluentes gerados nos esgotos não tratados. A proliferação de algas tóxicas e outros microrganismos torna a água remanescente mais difícil e cara de ser tratada, inviabilizando o consumo humano.

Uma das principais medidas de adaptação às mudanças climáticas é a construção de infraestrutura de saneamento básica avançada e compatível com as necessidades da comunidade.

A ausência de saneamento básico torna a população mais vulnerável às adversidades climáticas, transformando situações controláveis em crises de saúde e meio ambiente.

Vulnerabilidade Social e Saneamento Precário

A vulnerabilidade social causada pela desigualdade está ligada ao saneamento precário. Populações sem acesso ao saneamento básico residem em áreas de risco, ficando mais vulneráveis aos desastres climáticos e suas consequências na saúde. É crucial investir em soluções de saneamento resiliente e adaptativo para reduzir a vulnerabilidade social no Brasil.

Infraestruturas Urbanas e Planejamento Climático

Muitas infraestruturas urbanas já instaladas apresentam problemas, com sistemas de saneamento existentes que podem não estar preparados para enfrentar eventos climáticos extremos. Por isso, é urgente um planejamento de saneamento e climático mais profundo para antever cenários climáticos extremos nos próximos anos, evitando colapsos no abastecimento de água e tratamento de esgoto.

O website Think Global Health destacou a importância de políticas de saneamento que priorizem os grupos mais vulneráveis, com financiamento específico e indicadores para monitorar o progresso. Além disso, defende sistemas de dados confiáveis e sensíveis ao clima para orientar os investimentos e garantir o máximo impacto. O governo deve apoiar as comunidades na criação conjunta de soluções.

Saneamento Resiliente: Integrando Saúde Pública e Justiça Social

Para o poder público brasileiro, é essencial ampliar o acesso ao saneamento básico com infraestrutura adaptada às mudanças climáticas, investindo no saneamento resiliente. Assim, as condições sanitárias essenciais estariam integradas às estratégias de adaptação climática, com atenção na saúde pública e na justiça social.

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