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Automação defasada: setor financeiro 10 anos atrás sem IA

Automação defasada: setor financeiro 10 anos atrás sem IA

O setor financeiro está passando por um momento crucial, impulsionado pela convergência tecnológica que pode remodelar sua função e competitividade no cenário global. A inteligência artificial (IA), especialmente em suas formas generativas e automação avançada, deixou de ser uma mera tendência para se consolidar como um alicerce essencial na construção de modelos de negócio mais eficazes, inovadores e resilientes.

Atraso tecnológico e obsolescência

Instituições que demoram a incorporar essas tecnologias correm o risco de se tornarem obsoletas, podendo perder até uma década em competitividade em relação aos concorrentes que adotam a inovação como motor de crescimento. A transformação digital no setor financeiro não se resume a modernizar sistemas antigos; ela exige uma revisão profunda dos processos, modelos de negócio e cultura organizacional.

A IA oferece ferramentas que vão desde a automatização de tarefas repetitivas até a análise preditiva, que antecipa movimentos de mercado e personaliza produtos com precisão inédita. No entanto, o verdadeiro valor dessas tecnologias se manifesta quando são integradas estrategicamente, alinhadas aos objetivos corporativos e geridas por práticas de governança robustas, garantindo não apenas eficiência, mas também conformidade e segurança.

Atualmente, muitas instituições ainda investem em projetos de IA isolados, sem sinergia com a estratégia corporativa, o que limita seu impacto e leva ao desperdício de recursos valiosos. Segundo a consultoria McKinsey (2025), aproximadamente 58% das iniciativas de IA no setor financeiro não alcançam seu potencial máximo devido à falta de integração e preparo organizacional.

Além disso, a escassez de líderes capacitados para conduzir essas transformações e a ausência de programas estruturados de treinamento criam um ambiente inconsistente, expondo as instituições a riscos éticos e de segurança, que são críticos em um setor altamente regulamentado.

Vibe coding: a revolução no desenvolvimento ágil

Uma inovação disruptiva no horizonte é o vibe coding, uma tecnologia que utiliza IA para gerar código a partir de comandos em linguagem natural, simplificando fluxos que antes eram engessados por etapas extensas de planejamento e documentação. Essa abordagem não só acelera o ciclo de desenvolvimento, como também reduz erros e incentiva uma cultura de aprendizado contínuo.

No setor financeiro, onde a adaptação rápida às mudanças regulatórias, demandas dos clientes e flutuações econômicas é vital, o vibe coding representa um diferencial competitivo que aumenta a agilidade operacional. Dados da Gartner (2025) indicam que instituições financeiras que incorporam IA em suas operações registram um aumento médio de 30% na produtividade e um crescimento anual da receita superior a 20%.

Além disso, essas organizações ampliam significativamente a oferta de empregos qualificados nas áreas de dados, segurança cibernética e desenvolvimento tecnológico, promovendo também a valorização salarial nesses segmentos.

Em contrapartida, empresas que permanecem presas a processos manuais e sistemas legados perdem mercado rapidamente, criando uma lacuna tecnológica que pode ser medida em anos e que afeta diretamente sua capacidade de inovar e competir.

Estratégias para um futuro sustentável e competitivo

Para reverter o atraso e capitalizar o potencial da IA, o setor financeiro precisa implementar estratégias robustas que priorizem:

  • Cultura organizacional que valorize a experimentação, inovação e aprendizado prático.
  • Integração interdepartamental da IA em modelos de negócio.
  • Capacitação contínua e qualificada de colaboradores.
  • Governança clara, alinhada a princípios éticos e regulatórios.
  • Liderança visionária que conecte tecnologia, pessoas e processos.

A resistência à transformação neste momento não é uma questão de escolha, mas uma ameaça direta à sobrevivência corporativa. A previsão de um atraso tecnológico de até dez anos não é um cenário alarmista, mas a consequência inevitável para quem não acompanha o ritmo acelerado das mudanças. Agir com urgência, portanto, é a única forma de garantir relevância e competitividade em um mercado financeiro cada vez mais dinâmico, digital e exigente.

— Bruno Klassmann, CFO do Grupo Alun

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