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Revisão fiscal: empresas se preparam para reforma tributária em 2026

Revisão fiscal: empresas se preparam para reforma tributária em 2026

Com a proximidade da reforma tributária em 2026, empresas estão antecipando a revisão fiscal ainda em dezembro de 2025 para evitar distorções no novo ciclo. Dados da Receita Federal indicam um aumento nas consultas sobre mudança de regime tributário. Especialistas alertam que iniciar o próximo ano sem ajustes pode elevar a carga de impostos.

Atenção redobrada no fim de ciclo

A advogada e contadora Mayra Saitta, fundadora do Grupo Saitta, explica que novembro e dezembro são o momento ideal para revisar faturamento, despesas, créditos e enquadramento fiscal antes da transição para o modelo de IBS e CBS. “A janela entre novembro e dezembro é a única em que a empresa consegue ajustar o regime, revisar lançamentos e antecipar movimentos que reduzem impacto tributário. Em 2026, com novas regras e fiscalização mais integrada, a margem para correção será menor”, explica.

A transição para o modelo de IBS e CBS reacendeu discussões sobre como diferentes setores serão afetados, especialmente aqueles com custos elevados ou margens apertadas. A Instituição Fiscal Independente (IFI) alerta que empresas sem organização contábil consistente podem enfrentar perda de créditos e dificuldades para enquadrar operações híbridas.

Impacto do desempenho financeiro de 2025

Além disso, o comportamento financeiro observado em 2025 merece atenção. Um levantamento do Banco Central indica aumento nas despesas operacionais das empresas no acumulado do ano, reflexo da pressão inflacionária. Sem uma revisão precisa de gastos e contratos, esses números podem distorcer o regime fiscal adotado para 2026.

Segundo Mayra, o risco é iniciar o próximo ano com um enquadramento incompatível com a realidade econômica. “Quando a empresa não mede corretamente seu desempenho até dezembro, ela projeta 2026 no escuro. Isso leva a escolhas que aumentam tributos ou que impedem o aproveitamento de benefícios legais. O planejamento de fim de ano evita decisões precipitadas”, avalia.

Ajustes recomendados para o planejamento tributário

  • Análise do faturamento acumulado e das despesas dedutíveis do ano.
  • Revisão da viabilidade de permanecer no Simples Nacional.
  • Simulação de margens reais para optar entre lucro presumido e lucro real.
  • Reorganização societária para redução de passivos.
  • Antecipação de investimentos essenciais antes da mudança de regras.
  • Conferência de créditos e débitos que entrarão na virada do exercício.

O avanço dos novos regimes tributários, aliado às obrigações acessórias mais rígidas, reforça a necessidade de decisões rápidas até o fechamento de dezembro. Para Mayra Saitta, o impacto financeiro da falta de planejamento será mais evidente em 2026. “A reforma traz oportunidades, mas só para quem entra no novo ano com controle absoluto das informações fiscais. A revisão de agora é o que garante fôlego para atravessar a transição com segurança”, conclui.

A reforma traz oportunidades, mas só para quem entra no novo ano com controle absoluto das informações fiscais. A revisão de agora é o que garante fôlego para atravessar a transição com segurança.

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