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Fogos de artifício: cuidados com cães e gatos no fim de ano

Cão assustado com fogos de artifício

As festas de fim de ano costumam ser marcadas por confraternizações, encontros familiares e o uso frequente de fogos de artifício. Para cães e gatos, porém, esse período pode representar um aumento significativo de estímulos estressantes, especialmente em razão dos ruídos altos e imprevisíveis, aliados às mudanças na rotina e no ambiente doméstico.

Impacto dos fogos na saúde emocional dos pets

Segundo a médica-veterinária do Hospital AmarVet’s, Dra. Thais Rocha, o impacto dos fogos vai além do desconforto momentâneo. “Os cães e gatos têm audição mais sensível do que nós humanos, o que faz com que os fogos sejam extremamente desconfortáveis e assustadores. O medo pode gerar reações intensas, que tendem a se agravar com o tempo, e afetar a saúde emocional dos animais, mesmo quando os sinais não são visíveis”, explica.

Nos cães, os sinais de ansiedade costumam ser mais evidentes, manifestando-se por tremores, vocalização excessiva, agitação, tentativas de fuga ou até paralisia diante do medo. Em muitos casos, esses episódios se repetem ano após ano, podendo evoluir para quadros mais graves de ansiedade, fobias e traumas associados ao som.

Já nos gatos, o sofrimento tende a ser mais silencioso, mas não menos relevante. Durante os períodos de fogos, é comum que se escondam por longos intervalos, evitem interação, apresentem alterações comportamentais e reduzam a ingestão de alimento e água. Essas mudanças indicam impacto direto no equilíbrio emocional e no bem-estar geral do animal.

Riscos para a saúde física

Além das reações comportamentais, o estresse intenso provocado pelos fogos pode afetar a saúde física dos pets, especialmente daqueles que já convivem com doenças pré-existentes.

“Nos animais com problemas cardíacos, neurológicos, respiratórios ou renais, o estresse causado pelos fogos de artifício pode representar um risco significativo. A ansiedade gerada pode causar o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, favorecendo o surgimento de arritmias, crises convulsivas, descompensações cardíacas ou a piora repentina de quadros antes controlados”

— Thais Rocha, médica-veterinária do Hospital AmarVet’s

O estresse elevado também pode afetar o sistema imunológico, desencadear distúrbios gastrointestinais, reduzir o apetite e agravar dores crônicas, aumentando o risco de instabilidade do quadro clínico e de complicações mais graves.

Como proteger seus pets dos fogos de artifício

Para reduzir os impactos durante as festas de fim de ano, a orientação é preparar um ambiente mais seguro e tranquilo dentro de casa, longe de janelas e áreas externas, além de manter a rotina do animal o mais estável possível.

“É essencial manter o pet em um ambiente seguro e fechado durante os fogos, agir com calma, permitir que o animal se esconda se quiser e evitar deixá-lo em áreas externas ou forçar a interação. Animais idosos ou com doenças crônicas exigem atenção redobrada, já que o estresse pode agravar seu estado de saúde”

— Thais Rocha, médica-veterinária do Hospital AmarVet’s

A orientação veterinária torna-se indispensável caso o animal apresente sinais de pânico intenso ou prolongado, como ofegação excessiva, tremores incontroláveis, vômitos, convulsões, desorientação, comportamentos de automutilação ou agravamento de doenças pré-existentes.

Diante desse cenário, estar atento aos sinais de estresse e medo durante esse período é fundamental para preservar o bem-estar dos animais. Observar mudanças de comportamento, garantir segurança física e adotar medidas preventivas contribuem para que as celebrações de fim de ano sejam menos impactantes para cães e gatos.

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