Quais serão os principais desafios e oportunidades no setor de tecnologia em 2026? A ManageEngine, divisão da ZohoCorp, preparou um guia com as principais tendências de tecnologia para o próximo ano. A análise abrange desde cibersegurança e IA até repatriação de dados e finanças programáveis.
Cibersegurança e golpes sofisticados
Ciberataques são uma preocupação constante no Brasil, especialmente no setor financeiro. Em 2026, a tendência é que esses ataques se tornem ainda mais sofisticados com o uso da Inteligência Artificial. A IA aumentará a complexidade das fraudes, automatizando os ataques.
Diante desse cenário, as empresas precisarão investir mais em segurança. O mercado de cibersegurança pode atingir 3,36 bilhões de dólares até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 14% de 2025 a 2030.
Além disso, o SOC as a Service (SOCaaS) surge como uma alternativa para reduzir custos com equipes internas de cibersegurança, ao mesmo tempo em que aumenta a capacidade de detectar ameaças e responder a incidentes.
Gestão de ambientes híbridos e multi-cloud
A adoção de tecnologias cloud, ambientes híbridos e arquitetura multi-cloud se tornou padrão no Brasil. No entanto, o mercado ainda é menos maduro em comparação com outros países.
Nesse contexto, o debate sobre a estratégia de cloud mudou. A questão agora é como gerenciar riscos e otimizar custos. Observabilidade full-stack, AIOps e FinOps, juntamente com GreenOps, ganham importância na tomada de decisões na área de tecnologia.
Regulamentação de repatriação de dados
Gerenciar os dados das organizações será uma prioridade em 2026. Executivos reconhecem a importância de assegurar a soberania dos dados para o crescimento dos negócios e o cumprimento de regulamentações como a LGPD.
Espera-se que o governo incentive o desenvolvimento de data centers no país, atraindo investimentos nos próximos dez anos.
IA com foco em resultados
Após a fase de experimentação com a IA, as empresas buscam resultados tangíveis, como aumento da produtividade, redução de custos e novas fontes de receita. A mensuração de resultados será crucial para o sucesso da integração da IA nas operações.
Além disso, espera-se que a IA se torne uma prioridade estratégica para as áreas jurídica, de compliance e para o conselho, exigindo governança e supervisão proativas.
Brasil: laboratório de finanças programáveis
O setor financeiro brasileiro é um exemplo global de inovação, com o Pix como referência. O sistema de pagamento instantâneo lançou novos serviços e o Banco Central planeja novas funcionalidades, especialmente nas áreas de segurança. O Pix em garantia permitirá que valores a serem recebidos via Pix sejam usados como garantia para transações futuras.
Com os avanços do Open Finance e o suporte das iniciativas do Gov.br, o Brasil se destaca como um laboratório de finanças programáveis. Essas plataformas facilitam a integração de serviços financeiros em diversas ofertas por meio de APIs e tokenização.
Automação para suprir a falta de talentos
A dificuldade em recrutar e reter profissionais de tecnologia tem levado as empresas a investir em automação. A IA generativa, aliada a workflows e integração, pode substituir automações fragmentadas, permitindo a escalabilidade de tarefas com menos profissionais.
Além disso, plataformas low-code e no-code ganham espaço em diversas áreas de negócios, sob a supervisão da TI.
Em resumo, os especialistas da ManageEngine apontam que os profissionais de tecnologia precisam expandir seus conhecimentos e as empresas devem considerar a tecnologia como um aliado estratégico para alcançar seus objetivos de negócio.






