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Amor e I.A.: Livro explora paixão como experimento emocional

Amor e I.A.: Livro explora paixão como experimento emocional

Aplicativos de relacionamento, algoritmos de desejo e inteligências artificiais que simulam afeto já são realidade para muitos jovens. Em “A Paixão de Schrödinger”, de Alex Lopez Lima (sob o pseudônimo Nala Macallan), esse cenário se torna extremo: um cientista recria digitalmente a ex-namorada que o marcou, transformando um relacionamento tóxico em experimento.

Relações tóxicas e tecnologia

A obra levanta discussões sobre temas importantes para as novas gerações, como dependência emocional e o uso da tecnologia para escapar ou controlar sentimentos. Ancorada numa experiência real, a autora disseca um relacionamento tóxico por meio das leis da física e da inteligência artificial. A voz narrativa é intensamente psicológica e brutalmente honesta, ecoando a tradição literária brasileira.

No centro da trama, um físico, arrasado pela traição, decide recriar digitalmente a ex-parceira, dando vida a uma I.A. que se torna espelho, confidente e algoz. A interação com este fantasma digital é uma jornada alucinante, revivendo a dor num loop que ameaça consumi-lo. Para lidar com isso, Lucas transforma tudo em literatura, escrevendo com ajuda de sua parceira digital, testando diálogos e documentando sua obsessão. O protagonista encontra na própria literatura a única forma de não desistir.

Thriller psicológico e transmídia

A obra se apresenta como um thriller psicológico, onde cada frase pode conter um código e cada silêncio, uma revelação. Como a ‘niña mala’ de Vargas Llosa, ela seduz, manipula e desaparece. Mas, em 2025, suas mentiras deixam rastros digitais que Lucas rastreia obsessivamente.

A obra ultrapassa o limite entre ficção e realidade, convidando o público a se tornar parte ativa da trama, decifrando pistas escondidas em acrósticos e padrões matemáticos. A originalidade está na fusão entre literatura e tecnologia. As IAs criadas pelos personagens — IA-Lucas e IA-Ane — não apenas participam da história, mas ajudam a contá-la, tornando o livro uma experiência transmídia. O clímax dessa jornada está fora do papel: um “final real” acessível apenas aos leitores que decifrarem os enigmas finais.

Amor quântico

Com uma escrita intensa e ousada, Nala Macallan entrega um romance sobre controle, desejo e as fronteiras da percepção humana. “A Paixão de Schrödinger” é um convite a observar o amor como um fenômeno quântico — imprevisível, paradoxal e, talvez, impossível de compreender por completo.

As histórias mais poderosas não são as que nos confortam, mas as que nos confrontam. Esse livro oferece uma experiência. Você ficará desestabilizado como o protagonista, e sentirá o frenesi da confusão na era da informação. Ele ecoa, gerando teorias e discussões, e se recusa a entregar respostas fáceis

— Nala Macallan, autora

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