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Furtos de alto risco em supermercados e farmácias no verão exigem atenção

Atenção redobrada contra furtos no verão em supermercados e farmácias.

Com a chegada do verão, a atenção de supermercados e farmácias deve ser redobrada devido ao aumento de furtos de produtos de alto risco. De acordo com Hailton Santos, diretor Comercial da Sesami, empresa especializada em soluções para segurança e gestão no varejo, o número de furtos aumenta até 30% nos meses mais quentes do ano.

Aumento do fluxo de clientes e furtos ocasionais

Segundo o executivo, o crescimento está ligado ao aumento do fluxo de clientes, ao maior volume de produtos sazonais expostos e ao comportamento típico da época, que inclui tanto furtos profissionais quanto o furto ocasional.

O verão é um período extremamente sensível. Além dos furtos praticados por quadrilhas especializadas, há também o cliente comum que, no clima de férias, acaba cometendo um furto ocasional. Ele está no supermercado ou na farmácia fazendo compras e, discretamente, leva um item para casa sem pagar — Hailton Santos, diretor Comercial da Sesami.

Protetores solares lideram ranking de itens furtados

Os itens mais furtados nessa temporada de altas temperaturas refletem o comportamento de consumo típico do verão. Entre os destaques, estão protetores solares, bronzeadores, produtos pós-sol e até chinelos, como Havaianas. Desodorantes também registram aumento significativo de furtos.

A alta exposição desses produtos, geralmente posicionados em ilhas sazonais ou áreas de entrada, facilita a ação de oportunistas e profissionais. De acordo com Santos, o cenário é agravado por três fatores: aumento do movimento nas lojas, operações reduzidas de equipes devido a férias e rotatividade, e maior concentração de produtos de alto valor por volume.

Vulnerabilidade do varejo com o aumento do fluxo

Quando o fluxo aumenta e a equipe está sobrecarregada, o varejista se torna mais vulnerável. O furto ocasional cresce justamente nesses momentos: uma pessoa que jamais planejou furtar acaba cedendo à oportunidade, explica Santos.

Tecnologia como aliada na redução de perdas

Hailton Santos reforça que a redução dessas ocorrências depende de uma combinação de tecnologia, inteligência e ajustes operacionais. Entre as medidas recomendadas estão o monitoramento inteligente de áreas sensíveis, reposicionamento estratégico de produtos de alto risco, sensores e soluções EAS adaptadas ao fluxo intenso, análises preditivas para identificar horários e pontos mais vulneráveis, treinamento de equipes para abordagem discreta e humanizada e integração de dados para tomada de decisões rápidas.

Não basta reforçar vigilância. É preciso integrar tecnologia, processos e comportamento do consumidor. A prevenção de perdas moderna olha para dados e para o contexto da loja — diz o diretor da Sesami.

O verão não precisa ser sinônimo de prejuízo. Quando há estratégia, monitoramento e tecnologia, ele pode ser um período de alto faturamento e baixo risco, completa.

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