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Crise de 2025: Líderes que cuidam ganham força

Crise de 2025: Líderes que cuidam ganham força

Dados recentes indicam que o adoecimento emocional já impacta diretamente a produtividade, o engajamento e a retenção de talentos. Diante desse cenário, a importância de líderes que sabem cuidar ganha ainda mais força. Relatórios da OMS, Gallup, Deloitte e FGV apontam para o avanço de burnout, afastamentos e queda de desempenho nas equipes.

O papel da liderança no cenário de crise

O especialista Alexandre Slivnik, vice-presidente da ABTD e professor convidado da FIA USP, explica por que líderes que acolhem e criam segurança psicológica se tornaram um fator competitivo. Ele aponta práticas concretas que reduzem o desgaste emocional, fortalecem o engajamento e preparam as empresas para 2026, com impacto direto em resultados e reputação.

Times não performam porque são pressionados, mas porque se sentem seguros e apoiados. O maior diferencial competitivo hoje é o líder que escuta, acolhe e cria um ambiente de confiança.

— Alexandre Slivnik, vice-presidente da ABTD

Segundo Slivnik, os números mostram que o cuidado deixou de ser um tema subjetivo para se tornar um fator estratégico. Um estudo da Deloitte indica que cada dólar investido em saúde mental corporativa retorna até quatro dólares em produtividade e redução de turnover. A Fundação Getulio Vargas reforça essa tendência, apontando que ambientes com cultura de empatia e segurança psicológica registram até 35% menos rotatividade e até 32% mais produtividade.

Como líderes podem reduzir os impactos da crise emocional?

Slivnik aponta cinco práticas essenciais que têm apresentado resultados consistentes em empresas brasileiras e internacionais:

  1. Criar segurança psicológica real: Reuniões que permitem divergências, líderes acessíveis e ausência de punição por erros reduzem a ansiedade e aumentam a criatividade. Pesquisas da Gallup mostram que equipes com segurança psicológica têm 27% mais chances de alta performance.
  2. Reconhecer com frequência e de forma específica: Colaboradores que recebem reconhecimento frequente são até três vezes mais engajados e contribuem para aumentos de até 24% na rentabilidade, segundo a Gallup. O especialista reforça que reconhecimento não é elogio genérico, mas a nomeação clara de comportamentos positivos.
  3. Estabelecer rotinas de escuta ativa: Conversas individuais, pesquisas internas e canais permanentes de diálogo ajudam a identificar sinais precoces de desgaste.

Escutar não é esperar a vez de falar. É compreender o que está por trás das palavras.

— Alexandre Slivnik, vice-presidente da ABTD

  1. Alinhar propósito e expectativas: Estudos da McKinsey mostram que 70% dos profissionais afirmam que ter clareza de propósito no trabalho é decisivo para permanecer na empresa. A falta dessa conexão é um dos principais fatores de desengajamento.
  2. Promover equilíbrio e limites saudáveis: Excesso de reuniões, metas desalinhadas e longas jornadas aumentam o burnout. Equipes com carga equilibrada e clareza operacional registram índices mais altos de inovação e satisfação.

Slivnik conclui que a crise de 2025 apenas tornou explícito o que já vinha sendo negligenciado.

A empresa que cuida cresce. A empresa que ignora adoece e leva junto quem trabalha nela. A liderança que sabe cuidar não é apenas mais humana. É mais eficiente.

— Alexandre Slivnik, vice-presidente da ABTD

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