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Fim de ano: autocuidado atenua fragilidades emocionais

Fim de ano: autocuidado atenua fragilidades emocionais

O fim de ano expõe fragilidades emocionais e reforça a importância do autocuidado na saúde mental. As pressões sociais, os balanços pessoais e as comparações se intensificam, tornando este período mais sensível para a saúde emocional, especialmente entre as mulheres. Dados internacionais já apontam um aumento da ansiedade, da exaustão e da queda da autoestima nessa fase do ano.

Autocuidado como proteção emocional

Pesquisas da American Psychological Association indicam que práticas regulares de autocuidado estão associadas à redução do estresse e à melhora do bem-estar. Entre as mulheres, essa relação passa pela reconexão com a própria imagem, desde que mediada por orientação ética e acolhimento profissional, sem o estímulo a padrões irreais.

Angélica Lucena, biomédica esteta e proprietária da Gioventù Clinica Boutique, avalia que o período de festas tende a amplificar fragilidades já existentes. “O fim de ano funciona como um espelho emocional. Quem chega fragilizado tende a sentir isso de forma mais intensa, porque há uma cobrança coletiva por felicidade, celebração e realização”, afirma.

Além disso, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que transtornos de ansiedade afetam mais de 301 milhões de pessoas no mundo. Especialistas apontam que períodos simbólicos de transição tendem a intensificar sentimentos de inadequação, comparação social e frustração.

Acolhimento profissional faz a diferença

Angélica destaca que a forma como o atendimento é conduzido tem impacto direto na saúde emocional. “O cuidado estético não é sobre estética apenas. Ele devolve segurança, conforto e identidade para o paciente”, diz.

Para ela, o acolhimento é parte central do processo. “A clínica precisa acolher, ouvir e orientar sem pressão. Quando o paciente se sente respeitado, o procedimento deixa de ser uma resposta à cobrança externa e passa a ser uma escolha consciente”, afirma.

Ela observa que, no fim do ano, cresce a procura por avaliações mais aprofundadas e por procedimentos menos invasivos, o que sinaliza uma mudança de comportamento. “Existe uma busca maior por equilíbrio. As pessoas querem se reconhecer no espelho, não atender a um padrão. Isso tem impacto direto na autoestima”, completa.

Pressões sociais e a imagem corporal

A intensificação das interações sociais, somada à maior exposição nas redes digitais, amplia as comparações e pode agravar inseguranças. Relatórios internacionais sobre saúde mental feminina indicam que a percepção negativa da imagem corporal está associada a níveis mais elevados de ansiedade e sintomas depressivos, principalmente em períodos de maior visibilidade social, como festas e férias.

Para Angélica, o papel do profissional de saúde estética inclui reconhecer limites e saber quando não intervir. “Nem toda demanda precisa ser atendida com um procedimento. Às vezes, a escuta e a orientação já cumprem uma função importante no cuidado”, explica.

Por fim, especialistas reforçam que reconhecer a sensibilidade emocional do período e adotar práticas de autocuidado conscientes pode ajudar a atravessar a virada com mais equilíbrio, reduzindo riscos à saúde mental e fortalecendo a autoestima de forma sustentável.

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