A eficiência operacional se tornou um fator estratégico para a competitividade das organizações. Nesse cenário, contar com uma infraestrutura de TI robusta e integrada é indispensável. Em 2026, as empresas seguirão fortalecendo uma tecnologia capaz de sustentar as crescentes demandas do negócio, em ambientes cada vez mais distribuídos e complexos. De acordo com a IDC, mesmo em um cenário de cautela nos investimentos, a tecnologia segue como prioridade estratégica: 6 em cada 10 organizações aumentaram seus orçamentos de TI em 2025, e 62% registraram crescimento entre 2024 e 2025.
Observabilidade como pilar estratégico
Ambientes em nuvem e arquiteturas distribuídas exigem mais do que apenas um olhar superficial. A observabilidade é essencial para compreender o comportamento de aplicações, infraestrutura e usuários de ponta a ponta. O foco deixa de ser apenas “monitorar” para se tornar o ato de capturar, correlacionar e analisar dados que apoiem decisões reais de negócio.
Monitoramento proativo e integrado
A visão fragmentada da TI está perdendo espaço. As empresas avançam para um monitoramento que conecta front-end, back-end e experiência do usuário. Esse olhar integrado permite que as equipes identifiquem gargalos e recomendem ações corretivas antes que o cliente final seja impactado, transformando a TI em uma unidade preditiva.
Privacidade e cibersegurança
Com regulações mais rígidas, a segurança e a privacidade tornam-se indissociáveis da gestão de dados. A tendência é o uso de ferramentas com capacidades integradas de gestão de eventos de segurança (SIEM) e conformidade, garantindo a proteção de dados críticos sem aumentar excessivamente a sobrecarga operacional das equipes.
Avanço do código aberto empresarial
O uso de soluções open source em nível corporativo segue em expansão acelerada. Além da redução de custos, essas ferramentas oferecem a flexibilidade e a independência tecnológica necessárias para ambientes escaláveis. Em 2026, o código aberto se consolida como base estratégica para empresas que precisam de personalização rápida para suas necessidades de negócio.
Dados para a tomada de decisão
A tendência é transformar os dados coletados em informações direcionadas a públicos distintos, das áreas operacionais à alta liderança. O foco está em responder a uma pergunta central: qual decisão essa informação permite tomar? Para isso, ganha relevância a capacidade de capturar e analisar dados de forma bruta, utilizando a plataforma como um motor de análise capaz de extrair inteligência de ambientes tecnológicos complexos.
Mais do que discutir monitoramento ou observabilidade como conceitos separados, o ponto central é a captura e a análise de dados. O importante é saber qual informação preciso extrair, como vou analisá-la, para quem ela será direcionada e qual decisão ela permite tomar.
— Luciano Alves, CEO LatAm da Zabbix
Para Claudia Medina, Diretora de Dados e Análise – IDC América Latina, até 2026, as organizações continuarão no caminho de se tornarem mais eficientes e adaptáveis às demandas do mercado e a digitalização do core do negócio seguirá sendo uma prioridade.






