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Open Finance: dados redefinem acesso ao crédito no Brasil

Open Finance: dados redefinem acesso ao crédito no Brasil

O Open Finance está transformando o acesso ao crédito no Brasil, permitindo que dados financeiros compartilhados redefinam a análise e personalizem ofertas. Por décadas, o crédito foi restrito a quem possuía conta em banco tradicional, renda formal ou histórico financeiro considerado “seguro”. No entanto, o Open Finance chegou para mudar esse cenário.

Como o Open Finance amplia o acesso ao crédito

Ao colocar o consumidor no centro da relação com as instituições financeiras, o sistema cria um ambiente onde os dados trabalham a favor do cliente. Com o consentimento do usuário, as informações financeiras deixam de ficar restritas a um único banco e passam a ser compartilhadas entre instituições, a fim de melhorar a análise de crédito e personalizar as ofertas. Essa mudança estrutural já está impactando o setor no país.

Segundo a Serasa Experian, o Open Finance concede ao consumidor o poder de decidir quando e com quem compartilhar informações, promovendo maior concorrência e produtos mais adequados ao perfil individual.

Visão completa do consumidor

Na lógica tradicional, mesmo um bom pagador poderia enfrentar dificuldades para contratar crédito se não possuísse um relacionamento consolidado com um banco ou renda formal elevada. Com o Open Finance, a análise financeira se torna mais precisa, considerando gastos, recebimentos, padrão de movimentação, poupança, investimentos e até comportamentos de consumo.

Essa mudança contribui para reduzir desigualdades históricas do sistema. O Banco Central destaca que o Open Finance amplia a competição e melhora a qualidade dos serviços, permitindo que novas instituições ofereçam condições antes reservadas apenas a clientes com alto score. Para o consumidor, isso se traduz em mais oportunidades.

Além disso, a jornada de contratação se torna mais ágil. O processo, antes burocrático e demorado, agora é mais direto. Com o consentimento do cliente, as informações são compartilhadas instantaneamente e avaliadas de forma automatizada, permitindo decisões mais rápidas.

Um estudo da plataforma Taktile revelou que modelos de risco baseados em dados do Open Finance são mais precisos e abrangem perfis antes considerados “invisíveis” para o sistema tradicional, como autônomos e trabalhadores informais. Isso demonstra que a democratização do crédito se concretiza ao alcançar aqueles que sempre enfrentaram mais barreiras.

Mais competição e melhores ofertas com o Open Finance

Um dos principais benefícios do Open Finance é o aumento da concorrência. Quando o consumidor pode transferir seu histórico financeiro para qualquer instituição, bancos e fintechs são incentivados a oferecer taxas mais justas, limites adequados e soluções personalizadas.

Essa liberdade fomenta um ciclo virtuoso, gerando produtos e preços melhores e um ecossistema mais equilibrado entre grandes instituições e novos players. Sistemas abertos tendem a aprimorar significativamente o crédito ofertado ao consumidor, tornando-o mais sustentável e inteligente.

A importância da educação financeira

No entanto, nenhuma transformação é completa sem o devido preparo do consumidor. O Open Finance devolve autonomia, mas exige compreensão. Para usufruir das vantagens, o cliente precisa saber como autorizar o compartilhamento de dados, quais informações serão utilizadas e quais precauções tomar com a segurança digital.

A grande mudança não reside apenas na tecnologia, mas na possibilidade de tomar decisões financeiras mais conscientes. O conhecimento se torna um ativo tão valioso quanto o próprio crédito.

Em suma, o Open Finance inaugura um sistema onde o crédito se torna um caminho mais claro, racional e alinhado com a realidade de quem o utiliza.

O Open Finance inaugura um sistema onde o crédito deixa de ser um labirinto e passa a ser um caminho: mais claro, mais racional e mais alinhado com a vida real de quem o utiliza.

— Kaike Ribeiro, CEO da Finanto

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