A Inteligência Artificial (IA) já está transformando a advocacia, os tribunais e a forma como o sistema de Justiça brasileiro opera. Desde a análise de provas até a previsão de cenários judiciais, a IA redefine o papel do advogado e suscita debates sobre ética, responsabilidade e os limites da tecnologia no Direito.
IA no STF e na pesquisa jurídica
O Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, utiliza a ferramenta de inteligência artificial MARIA para gerar minutas de ementas, resumir relatórios de ministros e analisar processos de reclamação.
Segundo Alexandre Rodrigues, especialista em neurociência e IA, modelos como o ChatGPT já auxiliam na pesquisa jurídica, análise de documentos, simulação de depoimentos, identificação de inconsistências e apoio à decisão.
Benefícios e riscos da IA no Direito
Essas aplicações suscitam um debate essencial sobre os benefícios e riscos da IA no Direito. Por um lado, essas ferramentas podem acelerar processos, reduzir erros e apoiar profissionais do Direito. Por outro, existem limitações como vieses algorítmicos, problemas de sigilo profissional, responsabilidade civil e ética na produção de provas.
Para Rodrigues, o maior risco não é a tecnologia em si, mas seu uso sem método, critério e consciência jurídica. Assim, é natural que o uso de IA no Direito passe a exigir novas regulações, capacitação profissional e uma mudança de mentalidade na formação jurídica.
O livro ‘IA Aplicada ao Direito’
Alexandre Rodrigues lança o livro ‘IA Aplicada ao Direito – Inteligência Artificial impulsionando e potencializando a advocacia’ (DVS Editora), que propõe uma ruptura consciente com o modelo tradicional de atuação jurídica.
O livro apresenta uma nova arquitetura mental de trabalho, ensinando a expandir o raciocínio com rigor técnico e responsabilidade. Além disso, oferece mais de 50 exercícios práticos para aplicação imediata, independentemente do nível de conhecimento em modelos de linguagem.
Metodologia MCRF
Um dos pilares da obra é a metodologia MCRF (Mentor, Contexto, Resposta e Forma), criada para elevar a qualidade da interação entre o jurista e a IA. O método permite que a IA atue como extensão cognitiva especializada, produzindo análises com profundidade jurídica e consistência probatória.
Limites da tecnologia
O livro aborda também os limites da tecnologia, como vieses algorítmicos, sigilo profissional e responsabilidade civil pelo uso de IA. A mensagem central é que a Inteligência Artificial amplia o jurista, mas não o substitui, exigindo domínio técnico, consciência ética e pensamento crítico elevado.
Com prefácios de Dr. Cristiano Ferreira e Dra. Miriane Ferreira, a obra se posiciona como referência para advogados que compreendem que o futuro da profissão será definido por quem domina inteligência estratégica, leitura de dados, simulação de cenários e gestão avançada da informação.
O advogado deixa de ser apenas um produtor de peças e passa a operar como estrategista da verdade processual.
— Alexandre Rodrigues, PhD e mentor em IA
Onde encontrar
O livro está disponível na Amazon e em livrarias de todo o país.






