Em sua nova obra, “Quatorze: Gerações Conectadas”, a engenheira especialista em Marketing, Flavia de Assis e Souza, propõe uma reflexão sobre os limites da relação entre humanos e inteligência artificial. A ficção multidimensional aborda temas como futuro, memória e propósito.
A trama: tecnologia e legado
A trama acompanha Mark, um jovem empreendedor que busca honrar o legado de seu avô, um pesquisador do Vale do Silício. Nesse contexto, ele cria iniciativas que integram tecnologia, bem-estar e impacto positivo. A narrativa explora como gestos e memórias moldam percepções sobre o tempo e o destino.
Ao absorver a genialidade do avô, o protagonista navega por um mundo em constante transformação, onde cada avanço tecnológico suscita novas perguntas. A história se desenrola entre 1948 e 2048, revelando mistérios e decisões que investigam o equilíbrio entre inteligência artificial e a psique humana.
Inteligência artificial como ponto de encontro
A Inteligência Artificial (IA) surge como um ponto de encontro entre gerações, revelando novas formas de compreender o tempo. Desse modo, a obra provoca o leitor a refletir sobre como conciliar avanços digitais com propósito de vida, valores éticos, diversidade e responsabilidade.
Um trecho do livro ilustra essa reflexão:
O mundo disponível na palma da mão para despertar e exercitar as sensações, emoções e atitudes variadas trouxe uma apatia coletiva àquela geração. Não se podia mirar o contexto como uma involução humana, pois as fronteiras do desconhecido ficaram pequenas com os adventos tecnológicos disponíveis. Sob uma inteligência artificial avassaladora com tantos impactos positivos na vida individual e coletiva, seria injusto projetar a insatisfação da pequeneza de uma dimensão a todas as outras. (“Quatorze: Gerações conectadas”, p. 123)
Estrutura da obra
Flavia de Assis e Souza estrutura a trama em três temporadas, criando uma leitura imersiva e envolvente. A primeira temporada retorna ao passado para revelar a origem do avô, enquanto a segunda apresenta a formação de Mark e seus desafios. Por fim, a terceira reúne as reflexões que expandem a visão do protagonista sobre o tempo e as escolhas.
Além disso, a autora explora a potência do empreendedorismo, conectando o silício ao progresso que movimenta startups e novos modelos de negócio. O livro transforma esse componente em metáfora do avanço tecnológico e do impulso criativo que atravessa gerações.
“Quatorze: Gerações Conectadas” convida o leitor a uma reflexão profunda sobre o futuro, a memória e o papel da inteligência artificial na sociedade.






