Um estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que um em cada dez medicamentos vendidos em países de baixa e média renda é falsificado ou de baixa qualidade. Diante desse cenário preocupante, foi lançada, em maio deste ano, a publicação “Falsificação de Medicamentos – Cartilha de Conscientização aos Consumidores”, que detalha os riscos associados ao comércio de remédios falsificados.
O material foi elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), em parceria com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
Tecnologia como aliada contra a falsificação
Em um sistema tão amplo, soluções tecnológicas apoiam a legislação e outras iniciativas de combate à fraude. A codificação dos produtos é uma dessas soluções, permitindo acompanhar a origem do medicamento, seu transporte e sua chegada ao consumidor final.
Ramon Grasselli, gerente comercial da Soma Solution, empresa fornecedora de equipamentos de codificação industrial, inspeção e automação, explica como identificar fraudes em embalagens e rótulos.
Geralmente, medicamentos falsificados apresentam código de lote ilegível ou vencimento apagado. Além disso, erros de ortografia na embalagem e lacres e selos danificados ou ausentes também são comuns.
— Ramon Grasselli, gerente comercial da Soma Solution
Segundo ele, os medicamentos são um alvo frequente de falsificadores devido ao seu alto valor agregado. Por isso, é crucial estar atento a esses sinais para evitar a compra de produtos falsificados.
Indústria investe em rastreabilidade
Enquanto os consumidores podem ajudar a identificar crimes de falsificação, a indústria farmacêutica investe cada vez mais em tecnologias que reforçam a rastreabilidade dos produtos. Atualmente, já existem soluções eficazes que atendem à indústria em grande escala, como os equipamentos da Markem-Imaje, distribuídos no Brasil pela Soma Solution.
Equipamentos de alta tecnologia
Entre essas soluções, destaca-se a 1050, um codificador a jato de tinta térmico de alta resolução, projetado para operar em altas velocidades e capaz de codificar diversos tipos de embalagens, incluindo cápsulas. “Pode ser usado para volumes médios de produção, também por conta da sua simplicidade operacional, pela alta qualidade e pela integração em linhas de produção existentes”, destaca Grasselli. A 1050 produz códigos escaneáveis com 100% de legibilidade para rastreabilidade e controle de qualidade e pode ser aplicada para codificação de caixas, filmes plásticos, rótulos e latas.
Além disso, a SmartLase C600, um equipamento de codificação e marcação a laser CO₂, realiza marcações permanentes sem o uso de consumíveis ou produtos químicos, tornando o processo mais limpo. Ela marca diferentes tipos de superfícies, como PET, vidro, etiquetas, filmes flexíveis, papel/cartão e metais revestidos. Embora seja mais utilizada no setor alimentício, a SmartLase 350 também pode ser aplicada no setor farmacêutico, codificando mais de cem mil produtos por hora, incluindo embalagens metalizadas como os blisters.
Desafios e soluções
Grasselli ressalta que o combate à pirataria é um desafio constante. Apesar dos esforços, a fiscalização ainda é limitada diante da dimensão do mercado ilegal. No entanto, soluções de rastreabilidade desempenham um papel crucial na redução de ruídos e quebras ao longo do processo.
O trabalho é desafiador. A pirataria ultrapassou fronteiras e, mesmo que haja empenho, a fiscalização ainda é limitada diante da dimensão do mercado ilegal, mas soluções de rastreabilidade fazem um trabalho eficiente, que reduz ruídos e chances de quebras no meio do caminho.
— Ramon Grasselli, gerente comercial da Soma Solution






