A renda imobiliária no Brasil atingiu a marca de R$ 697 bilhões, transformando a estratégia patrimonial para investidores em 2026. Em 2025, o mercado imobiliário apresentou sinais de que a renda proveniente de imóveis pode se tornar o ativo mais lucrativo no próximo ciclo.
Cenário promissor para investidores
Os preços de venda de imóveis residenciais registraram um aumento de 0,54% em outubro e 5,61% em 12 meses. Esse desempenho supera quase o dobro do IPCA acumulado no mesmo período. Paralelamente, os preços de aluguel de imóveis residenciais cresceram 7,31% em 12 meses. Essa combinação de valorização e renda crescente ocorre em um contexto onde investidores já acumulam R$ 7,9 trilhões no sistema financeiro, buscando alternativas à renda fixa tradicional.
Adicionalmente, a nova política habitacional em análise pelo governo prevê a injeção de até R$ 150 bilhões em crédito imobiliário, com R$ 35 bilhões já na fase inicial.
Estratégias para 2026
Este cenário desloca o debate sobre a viabilidade do investimento em imóveis para a questão de qual estratégia de renda imobiliária será a mais eficiente para 2026. Com o aumento dos aluguéis acima da inflação e a expectativa de crédito mais acessível ao longo do ano, investidores que se posicionarem antecipadamente tendem a se beneficiar da valorização da renda e do impacto da redução das taxas de juros nos preços dos ativos.
As projeções indicam que o próximo ano favorecerá aqueles que agirem com planejamento, selecionando ativos que combinem solidez, rentabilidade real e capacidade de gerar renda independentemente das oscilações do crédito.
Visão de ciclo e estrutura
Para Pedro Ros, CEO da Referência Capital, este momento exige uma visão de ciclo e estrutura:
O investidor que entender a lógica da renda imobiliária agora entra em 2026 com duas vantagens: a renda recorrente que já cresce acima da inflação e a valorização gradual dos imóveis conforme o crédito melhorar. É um ciclo duplo de retorno, raro no mercado brasileiro. O ponto não é apenas comprar um imóvel, mas construir um plano patrimonial que converte capital em fluxo mensal e ganho real — Pedro Ros, CEO da Referência Capital
Consórcios e modelos parcelados
O avanço da renda imobiliária também tem impulsionado a busca por soluções que auxiliem o investidor a organizar sua entrada no mercado, especialmente em um período caracterizado por juros elevados e maior seletividade nas decisões de compra. A Referência Capital atua nesse segmento, estruturando operações de aquisição por meio de consórcios e modelos parcelados, permitindo distribuir o comprometimento financeiro ao longo do tempo.
Com um volume significativo negociado em consórcios imobiliários e a expectativa de atingir um novo patamar em 2026, a empresa tem observado um crescente interesse por ativos que combinam liquidez e potencial de geração de renda, como unidades urbanas destinadas à locação tradicional ou de curta temporada.
Os movimentos de preços indicam que ativos em regiões consolidadas continuam a oferecer maior estabilidade.
O comportamento recente do mercado indica que a construção de renda depende menos de aposta e mais de processo. Quando analisamos de perto o comportamento do mercado, o que realmente sustenta a renda não é o ciclo de juros, mas a capacidade do imóvel de se manter útil e ocupado. É isso que dá estabilidade ao investidor, mesmo quando o crédito fica mais caro — Pedro Ros, CEO da Referência Capital
Perspectivas para 2026
As projeções indicam que o desempenho da renda imobiliária continuará a ser um tema central nas discussões econômicas em 2026. A combinação de oferta limitada, demanda consistente e maior participação do setor no mercado de capitais sustenta a expectativa de um ciclo de crescimento mais ordenado. O avanço para a marca de R$ 697 bilhões demonstra que a renda gerada por imóveis ganhou escala e relevância na estrutura financeira do país.
O ponto central é entender como cada ativo se comporta ao longo do tempo. Quando observamos o mercado com mais detalhe, vemos que a estabilidade da renda depende menos do ciclo e mais do uso real do imóvel — Pedro Ros, CEO da Referência Capital






