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Ataque cibernético dos EUA foi crucial na captura de Maduro

Ataque cibernético dos EUA foi crucial na captura de Maduro

Em uma audaciosa incursão, forças dos EUA capturaram o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores. A operação Absolute Resolve combinou poder de fogo convencional com uma sofisticada ofensiva de guerra eletrônica, como explica a Apura Cyber Intelligence.

Ataque aéreo e apagão em Caracas

De acordo com a Apura, a espinha dorsal da operação foi o uso de aeronaves EA-18G Growler, equipadas com o sistema AN/ALQ-249 Next Generation Jammer Mid-Band (NGJ-MB). Esses aviões bloquearam os sistemas de defesa e a rede elétrica venezuelana.

O apagão em Caracas, confirmado pelo então presidente Donald Trump como uma demonstração da expertise americana em guerra eletrônica, garantiu que as movimentações da Força Delta e do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais (SOAR) permanecessem ocultas. A inteligência em solo, com agentes da CIA mapeando a rotina de Maduro, também foi crucial.

Neutralização de pontos estratégicos

A Apura Cyber Intelligence detalha que o ataque cibernético americano foi eficaz na neutralização de pontos estratégicos, como o Cerro El Volcán. Este local abriga a principal infraestrutura de comunicações via satélite e antenas de transmissão de sinal da capital.

Tecnologia de ponta: o sistema AN/ALQ-249 (NGJ-MB)

O uso em combate do AN/ALQ-249 (NGJ-MB) representou um diferencial tecnológico decisivo. Diferente de sistemas obsoletos, o NGJ-MB utiliza tecnologia de Varredura Eletrônica Ativa (AESA), baseada em Nitreto de Gálio (GaN). Isso permite o direcionamento instantâneo de feixes e o engajamento de múltiplos alvos simultaneamente. A potência do sistema é estimada em dez vezes superior à de seus antecessores.

Além de gerar ruído, a arquitetura digital aberta do sistema permitiu a injeção de ‘cargas digitais’ diretamente nos receptores venezuelanos, transformando a interferência eletromagnética em um ataque cibernético aerotransportado capaz de comprometer o processamento de dados do Sistema Integrado de Defesa Aérea (IADS).

Defesa Aérea Venezuelana Inoperante

A defesa aérea venezuelana, considerada a mais avançada da América Latina, tornou-se inoperante sem disparos físicos. O NGJ-MB degradou a capacidade de lock-on do radar 9S32 “Grill Pan” do sistema S-300VM, impedindo o engajamento dos vetores americanos. Radares de aquisição do sistema Buk-M2E também tiveram seu ciclo interrompido.

A quebra da cadeia de comando e o isolamento das unidades de defesa impediram qualquer resposta coordenada, permitindo que as forças de extração operassem sem resistência. Os defensores locais estavam eletronicamente cegos e incapazes de comunicar ordens básicas.

Guerra Cibernética Aerotransportada e Infraestrutura Civil

Essa modalidade de Guerra Cibernética Aerotransportada (Airborne Network Attacks – ANA) atingiu a infraestrutura civil por meio de efeitos ciberfísicos. O apagão generalizado em Caracas foi resultado de uma infiltração lógica nos sistemas SCADA, que gerenciam a rede elétrica.

Ao explorar vulnerabilidades lógicas em sistemas antes considerados isolados, os EUA demonstraram que a superioridade aérea moderna depende da capacidade de fundir o espectro eletromagnético com operações de rede. O colapso das comunicações e da energia serviu como o teste definitivo para uma doutrina em que a “bomba lógica” é tão eficaz quanto a munição cinética.

Alerta para a segurança nacional e cibernética

A análise da Apura conclui que a operação em Caracas é o primeiro grande exemplo de uma invasão em que a infraestrutura crítica foi neutralizada por meio de ondas de rádio transformadas em vetores de código malicioso. A Apura alerta que compreender e antecipar esse tipo de ameaça é essencial para a segurança nacional e cibernética.

Saiba mais: https://www.apura.com.br/

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