O início de um novo ano frequentemente traz listas de resoluções, promessas e expectativas elevadas. Em conjunto com o entusiasmo por recomeçar, podem surgir sentimentos de frustração, ansiedade e a pressão para atender a padrões irreais. Nesse contexto, o planejamento emocional se destaca como ferramenta essencial para encarar o novo ciclo com mais consciência e equilíbrio.
A importância do planejamento emocional
Diferentemente do planejamento tradicional, que se concentra em metas práticas e resultados mensuráveis, o planejamento emocional propõe uma pausa para a introspecção. O objetivo é reconhecer limites, entender emoções recorrentes e ajustar expectativas à realidade. A ideia não é abandonar objetivos, mas construir caminhos viáveis, sustentáveis e alinhados ao momento de vida de cada um.
O começo do ano é uma oportunidade de revisar emoções e definir metas com equilíbrio, sem cobranças excessivas — destaca a especialista em desenvolvimento emocional Nuria Santos.
Segundo ela, frustrações frequentes estão ligadas a expectativas desajustadas, seja na carreira, vida pessoal ou capacidades individuais. Afinal, quando não consideramos o cansaço acumulado e as transformações vividas, acabamos transformando o planejamento em mais uma fonte de culpa.
Priorize a escuta das emoções
Neste novo ciclo, o convite é substituir a lógica da performance constante por uma escuta mais atenta das emoções. Além disso, é importante aceitar que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente, que o ritmo pode variar e que o sucesso se encontra na constância, no autocuidado e na construção diária. O planejamento emocional não elimina desafios, mas oferece recursos internos para enfrentá-los com mais clareza e maturidade.
Mais do que começar o ano “dando conta de tudo”, a proposta é começar presente, inteiro e emocionalmente preparado para o que está por vir. Em outras palavras, o foco deve estar na sua saúde mental.






