Uma pesquisa da GBTA LatAm de 2025 revela que 73% das empresas no Brasil estouram o orçamento de viagens corporativas já no primeiro semestre, com um desvio médio de 28% acima do planejado. Um dado ainda mais preocupante é que 68% dos gestores não conseguem identificar a causa do problema.
Causas do estouro de orçamento
Os dados foram apresentados no sexto episódio do R3 Cast, podcast especializado em viagens corporativas da R3 Viagens. Intitulado “Planejamento Travel 2026: Orçamento que Realmente Funciona”, o episódio expõe os sete erros mais comuns que levam ao estouro dos orçamentos e apresenta uma metodologia prática para retomar o controle financeiro.
Entre os principais erros, destacam-se:
- Depender apenas do histórico de gastos, sem considerar mudanças no negócio.
- Ignorar a sazonalidade das tarifas aéreas, que podem variar até 45% entre alta e baixa temporada.
- Utilizar médias genéricas em vez de analisar rotas específicas.
- Não planejar exceções, que representam até 12% dos gastos não previstos.
O problema não é a falta de planejamento, mas a forma como ele é feito. A maioria das empresas usa apenas a média dos últimos 12 meses, sem considerar que o negócio mudou, que a antecedência média das reservas caiu, ou que 78% das viagens estão concentradas em rotas mais caras que a média nacional.
— Júnior, apresentador do podcast
Metodologia dos 4 pilares
O episódio apresenta casos reais de empresas que implementaram a metodologia e obtiveram sucesso. Um exemplo é uma indústria farmacêutica que, após aplicar os quatro pilares da metodologia, reduziu o desvio orçamentário de 28% para apenas 1% negativo, gerando uma economia de R$ 220 mil.
A metodologia dos 4 Pilares envolve:
- Análise estratificada de dados históricos por rota e sazonalidade.
- Projeção de demanda alinhada ao plano estratégico da empresa.
- Consideração de variáveis dinâmicas, como antecedência média de reserva e inflação setorial.
- Margem de contingência inteligente baseada no momento do negócio.
Tecnologia como aliada na gestão de viagens corporativas
Além disso, o episódio aborda o retorno sobre o investimento em tecnologia de gestão. Um dos casos apresentados demonstra um ROI de 483% ao substituir planilhas manuais por uma plataforma de inteligência de dados.
A tecnologia não é obrigatória para todas as empresas, mas para quem faz mais de 500 viagens por ano, o custo de não ter visibilidade em tempo real supera em muito o investimento.
— Mira, apresentadora do podcast
Tendências para 2026
O R3 Cast também aponta tendências para 2026, como novas rotas internacionais diretas, a tecnologia NDC com tarifas exclusivas das companhias aéreas e a crescente pressão por viagens sustentáveis no contexto ESG.
O episódio completo está disponível no Spotify e no blog da empresa.





