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ECA Digital: CGI.br propõe 7 recomendações para aferição de idade

ECA Digital: CGI.br propõe 7 recomendações para aferição de idade

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) apresentou sete recomendações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para a aferição de idade no ambiente digital, conforme previsto na Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que entra em vigor em março de 2026. A proposta do ECA Digital visa proteger crianças e adolescentes, equilibrando essa necessidade com a preservação da privacidade, inclusão digital e a arquitetura aberta da Internet.

Proteção e direitos na Internet

O documento do CGI.br busca influenciar a criação de uma regulamentação que seja tecnicamente viável, juridicamente sólida e socialmente justa. A aferição de idade é vista como um mecanismo central, mas não o único, para a proteção infantojuvenil. Uma pesquisa da TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br do NIC.br, revelou que 93% da população entre 9 e 17 anos usa a Internet, e 60% das crianças de 9 e 10 anos já têm perfil em redes sociais.

A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital é uma prioridade, e o CGI.br celebra a iniciativa do Ministério da Justiça, colocando-se como parceiro na construção de soluções que garantam um ambiente mais seguro, em linha com o princípio da proteção integral.

— Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet

Além disso, Renata Mielli acrescenta que a contribuição do Comitê reflete o consenso de que a proteção deve ser robusta, proporcional e inteligente, evitando a exclusão digital, vigilância excessiva ou a fragmentação da Internet.

Atenção à Inteligência Artificial

O documento também destaca a importância de uma atenção regulatória específica para as interações mediadas por Inteligência Artificial (IA). Isso se deve aos riscos que podem apresentar a crianças e adolescentes.

As sete recomendações do CGI.br

  • Proporcionalidade e necessidade: Aplicar soluções de aferição etária conforme o risco da atividade.
  • Privacidade e proteção de dados: Seguir os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
  • Inclusão e não discriminação: Mecanismos acessíveis a todos, com alternativas para vulneráveis.
  • Segurança técnica: Ferramentas com altos padrões de segurança para evitar fraudes e vazamentos.
  • Não fragmentação: Preservar o caráter global e aberto da Internet.
  • Interoperabilidade e padrões abertos: Incentivar o uso de padrões técnicos abertos.
  • Transparência e auditabilidade: Sistemas transparentes e passíveis de auditoria externa.

O CGI.br reitera sua disposição em atuar como um espaço de diálogo qualificado e multissetorial para apoiar o governo e a sociedade na implementação do ECA Digital, oferecendo sua capacidade técnica, por meio do NIC.br e seus centros, e sua experiência na construção de consensos para a governança da Internet no Brasil.

— Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet

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