A área de segurança da informação está prestes a testemunhar uma transformação significativa. A Nava prevê que os pentests automatizados por IA (Inteligência Artificial) ganharão protagonismo no cenário da segurança da informação em 2026. Essa mudança é impulsionada pela necessidade de empresas se protegerem contra o aumento de violações de dados.
Crescimento impulsionado por violações de dados
De acordo com o relatório Fortinet 2025 Cybersecurity Landscape, 84% das empresas globais sofreram ao menos uma violação bem-sucedida no último ano. Mais da metade identificou o ataque por meio de testes proativos. Os dados reforçam a importância de mapear brechas antes que criminosos as explorem.
Para Fabiano Oliveira, CTO na Nava, os testes de invasão clássicos (pentests) consolidaram-se como uma das práticas mais eficazes para medir a resiliência digital. Eles executam ataques reais contra sistemas, redes e aplicações, permitindo identificar vulnerabilidades de forma prática.
É como contratar um ladrão ético para mostrar, de forma controlada, por onde um verdadeiro atacante entraria, apontando fragilidades na detecção de tais atividades maliciosas. — Fabiano Oliveira, CTO na Nava
IA revoluciona os testes de invasão
Além disso, Oliveira complementa que o uso de ferramentas com IA nos pentests torna a defesa das empresas mais abrangente, profunda, rápida e recorrente. Aplicações web e mobile, dispositivos físicos (servidores, roteadores, IoT) e toda a infraestrutura de rede corporativa estão sujeitos a riscos de segurança.
Nesse contexto, a expectativa é que o setor de simulações cresça cerca de 20% em 2026, impactando também o mercado de trabalho. A Segurança da Informação é apontada como a função com maior demanda de contratação para o ano, conforme o Guia Salarial Robert Half 2026.
Etapas de um pentest
A execução de um pentest envolve etapas estruturadas, desde a coleta de informações e mapeamento do ambiente até a identificação de brechas, simulação de persistência de acesso e validação das correções aplicadas.
Todo o processo é consolidado em um relatório técnico detalhado. Ele apresenta as vulnerabilidades encontradas, sua criticidade e recomendações priorizadas, orientando decisões estratégicas.
Antecipação é fundamental
Em um cenário de constante evolução tecnológica, Oliveira ressalta a importância de antecipar a identificação de falhas para evitar prejuízos financeiros, riscos operacionais e danos à reputação. Empresas que adotam essa prática de forma recorrente aumentam sua capacidade de reação, reduzem custos com incidentes e promovem um ambiente mais seguro para inovar.






