A criomodelagem vem ganhando espaço no Brasil como uma opção segura e não invasiva para a redução de gordura localizada, impulsionada pela crescente demanda por procedimentos corporais sem cirurgia. Estudos internacionais indicam que o uso do frio, quando aplicado dentro de protocolos técnicos adequados, pode gerar resultados progressivos.
O que é criomodelagem e como funciona?
Angélica Lucena, biomédica esteta e fundadora da Gioventù Clínica Boutique, explica que a avaliação individualizada é crucial para a segurança do procedimento. Além disso, ela destaca que a técnica funciona melhor como parte de um plano corporal estruturado, e não como uma solução isolada.
De acordo com a International Society of Aesthetic Plastic Surgery, os tratamentos corporais não cirúrgicos têm avançado na última década. Essa tendência acompanha o movimento internacional por técnicas de menor risco. O Brasil se destaca como um dos maiores mercados nesse setor, conforme dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Nesse contexto, a criomodelagem surge como uma alternativa para tratar depósitos específicos de gordura através do uso controlado do frio. O resfriamento do tecido adiposo desencadeia um processo inflamatório local, resultando na redução gradual do volume da gordura. O procedimento não requer cortes nem anestesia, sendo geralmente indicado para áreas como abdômen, flancos e culotes, com foco na gordura localizada.
A importância da avaliação prévia
Angélica Lucena ressalta que a segurança da criomodelagem está diretamente ligada à avaliação prévia do paciente. “É um procedimento que exige critério técnico. Avaliar a espessura da gordura, a qualidade da pele e o histórico do paciente é fundamental para indicar corretamente o tratamento”, afirma.
Estudos publicados em periódicos científicos como o Journal of Cosmetic Dermatology e o Lasers in Surgery and Medicine apontam que técnicas baseadas no resfriamento controlado podem promover uma redução mensurável da camada adiposa em áreas específicas, desde que aplicadas dentro de protocolos adequados.
Os resultados são graduais e variam conforme o organismo de cada indivíduo, o intervalo entre as sessões e os hábitos de vida adotados durante o tratamento.
Criomodelagem como parte de um plano corporal
A especialista aponta que parte das frustrações associadas ao procedimento ocorre quando ele é tratado como uma solução isolada. “A criomodelagem não substitui uma alimentação equilibrada nem a atividade física. Ela funciona melhor como um complemento dentro de um plano corporal estruturado”, explica Angélica.
Outro fator que contribui para a popularidade da técnica é a preservação da integridade da pele quando bem indicada. “Quando respeitamos os critérios técnicos, é possível reduzir o volume sem comprometer a textura da pele, o que faz diferença no resultado estético final”, afirma.
Com a consolidação da criomodelagem no portfólio das clínicas estéticas, especialistas reforçam que a informação qualificada e a avaliação individualizada são determinantes para a segurança do procedimento. “O frio é um recurso eficaz, mas só entrega bons resultados quando há planejamento, acompanhamento e responsabilidade técnica”, conclui.
O frio é um recurso eficaz, mas só entrega bons resultados quando há planejamento, acompanhamento e responsabilidade técnica.
— Angélica Lucena, biomédica esteta e fundadora da Gioventù Clínica Boutique






