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Mercado de loteamentos: AELO prevê cenário promissor em 2026

Mercado de loteamentos: AELO prevê cenário promissor em 2026

As perspectivas para o mercado de loteamentos em 2026 são otimistas, impulsionadas pelo desempenho sólido de 2025 e pelas condições favoráveis à expansão urbana. A Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (AELO) projeta um cenário positivo, mas ressalta a importância de superar desafios como a Reforma Tributária e a queda dos juros.

Cenário de 2025 e expectativas para 2026

O setor de loteamentos encerrou 2025 com altas expressivas no VGV (Valor Geral de Vendas) acumulado e valorização média de até 14% no preço do metro quadrado em loteamentos fechados. Em São Paulo, as vendas cresceram 20% de janeiro a setembro, com estoque baixo. Esses indicadores apontam para um mercado saudável, com oferta adequada e forte absorção dos novos empreendimentos.

A pesquisa AELO–Secovi-SP revelou um crescimento consistente em vendas, valorização e geração de valor, consolidando o segmento como um dos mais dinâmicos e resilientes da economia.

A importância da taxa Selic

A AELO destaca que a manutenção da atratividade do segmento em 2026 dependerá do ambiente macroeconômico, especialmente da trajetória dos juros. A taxa Selic elevada em 2025 reduziu o interesse de investidores e adiou decisões de compra. O presidente da AELO, Caio Portugal, defende a queda da Selic para destravar investimentos e fortalecer o ritmo de expansão dos loteamentos. Além disso, ele ressalta que é preciso responsabilidade fiscal para permitir juros mais baixos.

Quando a taxa se mantém elevada, os setores produtivos ficam aquém da sua capacidade de gerar emprego e renda. Não há alternativa: é preciso responsabilidade fiscal para permitir juros mais baixos.

— Caio Portugal, presidente da AELO

Reforma Tributária e segurança jurídica

A aprovação da Reforma Tributária trouxe previsibilidade e avanços importantes para o setor, ao reconhecer suas especificidades e manter condições adequadas de operação. Entre os pontos garantidos no texto sancionado estão o redutor de alíquota de 50%, o redutor social de R$ 30 mil por lote e regras claras sobre doações de áreas públicas e parcerias entre loteador e terrenista.

Para a AELO, a regulamentação que ocorrerá em 2026 será decisiva para assegurar segurança jurídica e neutralidade tributária na atividade de parcelamento do solo urbano.

A regulamentação que ocorrerá em 2026 será decisiva para assegurar segurança jurídica e neutralidade tributária na atividade de parcelamento do solo urbano.

— Caio Portugal, presidente da AELO

Campanha Lote Legal

A AELO reforça a nova fase da campanha ‘Lote Legal’, com presença em canais digitais, parcerias institucionais e ações educativas direcionadas a consumidores e agentes públicos. O objetivo é fortalecer a cultura da legalidade e combater práticas que prejudicam compradores e concorrentes desleais. Caio Portugal enfatiza que a documentação é fundamental para evitar armadilhas.

Nem todo lote é o que parece ser. A documentação é o primeiro passo para não cair em armadilhas.

— Caio Portugal, presidente da AELO

Oportunidades e desafios para 2026

A combinação de mercado aquecido, melhora gradual nos indicadores macroeconômicos e reforço regulatório cria um ambiente propício para o setor de loteamentos crescer de forma sustentável em 2026. A expectativa é de aumento moderado dos lançamentos, continuidade no crescimento das vendas e manutenção da valorização dos preços, acompanhando a maior qualificação dos projetos.

A AELO acredita que 2026 será um ano de desafios e oportunidades. A entidade continuará atuando junto ao poder público, investidores, empreendedores e consumidores para garantir um mercado saudável, responsável e alinhado às novas demandas das cidades brasileiras.

Temos um ano cheio: eleições e compromissos pela austeridade fiscal, assim como, a Copa do Mundo, que de alguma forma retira a atenção dos consumidores. A entidade continuará atuando junto ao poder público, investidores, empreendedores e consumidores para garantir um mercado saudável, responsável e alinhado às novas demandas das cidades brasileiras.

— Caio Portugal, presidente da AELO

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