A cibersegurança ainda não é prioridade para muitas empresas brasileiras, principalmente no início de suas operações. Essa negligência expõe essas empresas a perdas financeiras e danos à reputação.
Impacto financeiro e reputacional
Dados do Ransomware Survey Report, da Sophos, revelam que 63% das organizações já sofreram ataques cibernéticos. Além disso, o Cost of a Data Breach Report, da IBM, estima que o custo médio global de uma violação de dados ultrapassa US$ 4 milhões, considerando impactos operacionais, legais e na reputação da empresa.
No Brasil, pequenas e médias empresas são particularmente vulneráveis, pois iniciam suas atividades sem proteções digitais adequadas, mesmo lidando com dados sensíveis de clientes e fornecedores. A combinação de baixa maturidade em segurança e digitalização acelerada aumenta o risco logo no início.
O risco desde o primeiro faturamento
Wagner Loch, CTO da Under Protection, ressalta que a segurança não deve ser vista como um custo a ser adiado. Afinal, o risco surge junto com o primeiro faturamento. “No momento em que a empresa emite uma nota fiscal, utiliza um sistema de gestão ou armazena dados de clientes, ela já está exposta”, explica.
A prioridade dada a vendas e expansão comercial muitas vezes deixa os investimentos em segurança em segundo plano. Contudo, controles de acesso, políticas de backup, atualização de sistemas e monitoramento contínuo são cruciais para evitar brechas exploradas por ataques automatizados e técnicas de engenharia social.
Hoje não existe mais ataque artesanal. As ameaças são escaláveis, exploram vulnerabilidades conhecidas e buscam ambientes despreparados.
— Wagner Loch, CTO da Under Protection
Falsa sensação de anonimato
Outro engano comum é acreditar que apenas grandes empresas são alvos de criminosos digitais. No entanto, o Data Breach Investigations Report, da Verizon, mostra que mais de 40% das violações globais envolvem pequenas e médias empresas, que geralmente têm controles de segurança menos robustos. Ou seja, o atacante busca a fragilidade, não o tamanho da empresa.
Cibersegurança como gestão de risco
À medida que o negócio cresce, o impacto de um incidente se torna maior. Sistemas desatualizados, falta de segregação de funções e falta de visibilidade sobre riscos aumentam a probabilidade de paralisações operacionais e perdas financeiras. A segurança deve ser parte da gestão desde o início, não apenas uma resposta a incidentes. Isso envolve conhecer o ambiente digital, mapear riscos e priorizar investimentos de acordo com o impacto no negócio.
Segurança não começa com a compra de ferramentas. Começa com entendimento. Quem conhece seus riscos decide melhor onde investir.
— Wagner Loch, CTO da Under Protection
Com a automação fiscal, o uso intensivo de dados e a digitalização de processos, a cibersegurança se torna cada vez mais importante. Empresas que a incorporam desde o início operam com mais previsibilidade e menos sobressaltos.
Afinal, não se trata de “se” o ataque vai acontecer, mas de “quando”. A diferença está em estar preparado ou não quando isso ocorrer.






