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IA preditiva: como evitar o burnout de estudantes

IA preditiva: como evitar o burnout de estudantes

A saúde mental é um dos maiores desafios para estudantes do Ensino Superior, principalmente em cursos de alta exigência como Medicina e Engenharia. No Reino Unido, universidades estão adotando práticas de IA Preditiva e Learning Analytics para identificar sinais precoces de burnout e risco de evasão.

Monitoramento do engajamento digital

O diferencial está na análise do rastro digital de engajamento do aluno, não apenas em notas. Os sistemas monitoram padrões de comportamento no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e o acesso a bibliotecas digitais. Um período prolongado sem logins e downloads de materiais pode indicar desengajamento ou crise emocional.

Esse “silêncio digital” é interpretado como um possível indicador de desengajamento ou crise emocional.

A Nottingham Trent University (NTU) se destaca com o Student Dashboard, que centraliza dados de engajamento para intervenções proativas de tutores. A Northumbria University utiliza modelos de dados para suporte ao sucesso e bem-estar estudantil, focando na personalização do acolhimento.

Ética e privacidade

O Comitê Conjunto de Sistemas de Informação (JISC) lidera o projeto Student Wellbeing Analytics, criando um Código de Prática que equilibra o uso de dados preditivos com a ética e privacidade (GDPR). O objetivo é criar uma rede de segurança tecnológica, não um monitoramento punitivo.

Ao identificar a queda de engajamento em tempo real, a universidade pode oferecer apoio psicológico e pedagógico antes que o problema se agrave. Além disso, o futuro do ensino superior caminha para onde o dado serve à humanização e a tecnologia protege o capital mais valioso das instituições: o estudante.

Inovação no Brasil

Quando pensamos que tais práticas já são aplicadas em outros países, não podemos nos apegar ao pensamento cômodo de que “só é possível em países mais desenvolvidos”. O Brasil possui um potencial de inovação grandioso em várias áreas, e em tecnologia e educação isso não é diferente. No entanto, há falhas no aprimoramento ou na destinação de recursos.

Em nível global, o futuro do ensino superior parece caminhar para onde o dado serve à humanização e a tecnologia protege o capital mais valioso das instituições: o estudante.

— César Silva, diretor-presidente da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT)

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