A cultura organizacional consolidou-se como um dos principais pilares para empresas que projetam crescimento sustentável para 2026. Pesquisas da Gallup mostram que equipes engajadas apresentam produtividade superior e impacto direto na rentabilidade. Além disso, estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que ambientes com valores claros e práticas consistentes de gestão tendem a reduzir a rotatividade e fortalecer o desempenho interno. Essa tendência reforça que a cultura deixou de ser um tema “soft” e se tornou um ativo estratégico mensurável.
O impacto da cultura no desempenho financeiro
Segundo Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços, vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e professor convidado da FIA/USP, cultura é o que as pessoas fazem quando ninguém está olhando, e isso determina resultados.
Ainda existe o mito de que cultura é abstrata. Mas ela é comportamento diário. Empresas que mostram coerência entre valores e prática conseguem engajar colaboradores, melhorar a produtividade e criar experiências mais consistentes para clientes.
— Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços
Slivnik, que há mais de duas décadas estuda comportamento organizacional, explica que o impacto financeiro ocorre porque a cultura orienta decisões, reduz conflitos internos, acelera a comunicação e dá clareza sobre o que se espera de cada profissional.
O cliente encantado é sempre reflexo de uma equipe alinhada. Quando o colaborador percebe propósito, reconhecimento e coerência, ele entrega mais e permanece mais tempo. É aí que a cultura se traduz em lucro.
— Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços
Elementos que tornam a cultura uma vantagem competitiva
Valores e propósito no dia a dia
Relatórios internacionais analisados pela Harvard Business Review mostram que empresas que orientam decisões a partir de um propósito claro tendem a inovar mais e sustentar ciclos longos de crescimento. No Brasil, Slivnik observa que o propósito tornou-se um diferencial de retenção e produtividade.
Liderança que traduz cultura em comportamento
Líderes capacitados e orientados por valores inspiram times, criam segurança psicológica e elevam o nível de entrega das equipes. Slivnik reforça que essa coerência é decisiva.
Não adianta ter missão na parede e líderes que não a praticam. A equipe percebe imediatamente quando há contradição.
— Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços
Práticas consistentes que fortalecem o pertencimento
Rituais de reconhecimento, comunicação transparente, feedback contínuo e símbolos internos são elementos que influenciam o clima organizacional e a motivação. Além disso, pesquisas mostram que ambientes com confiança estruturada reportam aumento de produtividade e queda na rotatividade, reforçando o papel da cultura na saúde financeira.
Por que a cultura será decisiva em 2026
O contexto brasileiro de 2026 deve exigir empresas mais ágeis, resilientes e orientadas por pessoas. A FGV aponta que a confiança organizacional é um dos fatores com maior impacto no desempenho. Para Slivnik, isso torna a cultura um fator de sobrevivência.
Cultura é o alicerce que impede o negócio de oscilar a cada mudança externa. Quando os valores são reais e vividos, as pessoas sabem como agir mesmo em cenários incertos.
— Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços
O especialista destaca que o fortalecimento da cultura interna se traduz diretamente no atendimento ao cliente.
Não existe encantamento externo sem encantamento interno. O colaborador satisfeito entrega experiências que geram retorno, recomendação e fidelização. É aí que a cultura vira lucro.
— Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços
O que empresas podem fazer agora para entrar em 2026 mais fortes
- Reforçar comportamentos positivos com regularidade.
- Criar canais e rituais de comunicação que reduzam ruídos.
- Treinar líderes para atuar como exemplo dos valores da empresa.
- Mapear a jornada do colaborador tanto quanto a do cliente.
- Transformar propósito em critério real de decisão e gestão.
Para Slivnik, o próximo ciclo premiará organizações que tratam cultura como estratégia, não como discurso.
Cultura não se escreve, se pratica. E empresas que entendem isso constroem equipes melhores, atendem melhor e geram resultados que a concorrência não consegue copiar.
— Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços






