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IA no varejo: Superagentes transformam o setor a partir de 2026

IA no varejo: Superagentes transformam o setor a partir de 2026

A Inteligência Artificial (IA) está prestes a revolucionar o varejo. Segundo o Gartner, até o final de 2026, 40% das aplicações corporativas integrarão agentes de IA para tarefas específicas. Essa mudança representa um salto em relação aos menos de 5% atuais. A projeção é que esses agentes gerem 30% da receita de softwares de aplicativos corporativos até 2035, ultrapassando US$ 450 bilhões.

Impacto dos superagentes no varejo

Mas como essa transformação impactará o varejo? Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineer Manager da Jitterbit, destaca a importância de uma abordagem estratégica. Ele ressalta que as empresas precisam entender como aproveitar a eficiência dos superagentes de forma integrada, focando em tendências de mercado que agreguem valor com agilidade e segurança. Afinal, implementar IA apenas por estar na moda não é a melhor estratégia.

Para isso, é crucial que as organizações entendam como o varejo pode, de fato, aproveitar a eficiência dos superagentes de maneira integrada, focando em tendências de mercado que entreguem valor real com agilidade e segurança. Afinal, implementar agentes de IA só porque estão no ‘hype’ não é a coisa mais inteligente a se fazer.

— Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineer Manager da Jitterbit

Resiliência operacional no e-commerce

A aplicação de superagentes de IA no e-commerce oferece uma defesa robusta contra interrupções. Eles são a chave para manter a integração funcionando, mesmo diante de problemas na infraestrutura. Marcos explica que a forma como a empresa utiliza os superagentes para intermediar e gerenciar falhas é crucial. Por exemplo, um agente de IA pode receber e armazenar pedidos de forma assíncrona, evitando que o usuário final não consiga finalizar a compra.

Análise do sentimento do cliente

Além disso, a análise do sentimento do cliente é outro diferencial significativo proporcionado pelos superagentes. Essa análise vai além das métricas superficiais de satisfação. Uma pesquisa da PwC revelou que 86% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma boa experiência. No entanto, um estudo da Zendesk com a Dimensional Research apontou que apenas 1 em cada 26 clientes insatisfeitos formaliza a reclamação; a maioria simplesmente abandona a empresa.

Nesse contexto, os superagentes de IA analisam todo o histórico de interação e compras do cliente, apresentando os resultados em gráficos. Isso permite que a gestão compreenda o sentimento da base de clientes em relação aos produtos ou à marca. Essa inteligência automatizada oferece uma visão tática inédita, permitindo que o varejista tome decisões proativas para refinar a experiência e aumentar a fidelidade.

Gestão de preços e competitividade

Os superagentes também possibilitam uma gestão de preços mais eficiente, monitorando o mercado em tempo real. A precificação dinâmica, popularizada pela Uber, ajusta os preços com base na demanda e na concorrência. Um agente de pricing monitora a movimentação dos concorrentes e sugere alterações, dispensando o trabalho manual e acelerando o processo. Essa velocidade é essencial, e o superagente ainda permite a definição de limites.

Adoção de IA no varejo

Ainda, vale destacar que a adoção de IA no setor de consumo e varejo deve saltar de 33% para 85% até 2027, um aumento de 150%, segundo a pesquisa “KPMG Global AI in Finance Report”. Essa oportunidade de crescimento viabiliza a implementação dos superagentes para identificar pequenos problemas e gerar valor para a operação, eliminando projetos complexos. A estratégia consiste em aplicar os superagentes em áreas de “quick wins”, que geram resultados imediatos.

A arquitetura de desenvolvimento de aplicativos inteligentes é fundamental para criar uma solução de superagente que centralize a arquitetura de vários agentes especialistas em diversos domínios, acelerando a entrega desses ganhos rápidos.

Segurança e digitalização

Para aproveitar o potencial dos superagentes em 2026, o varejo deve priorizar a digitalização e a segurança. A falta de sistemas tecnológicos atualizados representa um grande risco de segurança de dados. A certificação ISO 42001 oferece recursos para a criação e gestão segura de agentes. No entanto, Marcos adverte para não confiar cegamente na IA, sendo necessária a validação humana das respostas dos agentes para evitar alucinações.

Ao focar em eficiência, integração e uma governança robusta, o varejo estará apto a utilizar os superagentes não como um modismo, mas como o motor de sua transformação, entregando o mesmo valor com processos mais inteligentes.

— Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineer Manager da Jitterbit

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