A empatia vem ganhando destaque como um diferencial estratégico nas organizações, impactando diretamente o engajamento, a retenção de talentos e a performance financeira. Uma especialista revela como colocar pessoas no centro impulsiona os resultados.
O papel da empatia no ambiente corporativo
De acordo com a Harvard Business Review, 90% dos gestores que adotam práticas empáticas observam um aumento significativo na motivação e no comprometimento das equipes. Além disso, empresas que constroem ambientes empáticos registram até 50% de melhora na retenção de talentos.
Ainda, após implementar programas estruturados de empatia corporativa, a Salesforce notou um aumento de 37% na satisfação interna e um crescimento de 23% em sua receita. Os dados são da Harvard Business Review.
As pessoas não querem trabalhar apenas por salários. Elas querem propósito, reconhecimento e pertencimento. Quando o líder pratica empatia genuína, ele cria um ambiente onde todos se sentem vistos e isso se reflete diretamente nos resultados.
— Aliesh Costa, CEO da Carpediem RH
Empatia como estratégia de retorno garantido
Para Aliesh Costa, investir em relações humanas não é um custo, mas sim uma estratégia de retorno garantido. Equipes que se sentem respeitadas entregam mais, colaboram mais e permanecem mais tempo na empresa. Afinal, a empatia cria laços que a pressão por metas jamais consegue sustentar.
A executiva ainda destaca que a empatia é uma competência prática, e não apenas um discurso inspirador. “Ser empático vai além de se colocar no lugar do outro; é tomar decisões considerando o impacto real que elas terão sobre as pessoas. Empatia é ação.”
Os pilares da empatia nas organizações
Segundo a especialista, a empatia será um dos principais pilares organizacionais nos próximos anos. “As empresas que colocarem pessoas no centro terão times mais comprometidos e culturas mais sustentáveis. Cuidar de gente é a melhor estratégia de negócios que existe.”
Dicas para desenvolver uma liderança empática
- Pratique o autoconhecimento: “A empatia começa dentro de cada líder. Quem entende suas emoções e limites se comunica melhor, cria relações mais autênticas e se torna mais acessível.”
- Estimule feedbacks transparentes: “Feedback não deve ser punitivo, mas uma troca que gera evolução. Quando há diálogo aberto, o clima organizacional muda.”
- Demonstre vulnerabilidade: “Um líder que pede feedback mostra coragem. Isso cria conexão real e transforma o time em parceiro, não apenas em subordinado.”
- Valorize a diversidade de histórias e ideias: “Isso expande a capacidade de inovação. Quando líderes se abrem para diferentes perspectivas, tomam decisões mais humanas e assertivas.”
- Esteja presente de verdade: “O contato humano é insubstituível. Estar fisicamente presente permite observar nuances que a tela não entrega. Empatia se constrói no olhar e na escuta ativa.”






