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Lis Vilas Boas ganha Prêmio Argos com romance ‘Garras’

Lis Vilas Boas ganha Prêmio Argos com romance 'Garras'

A escritora carioca Lis Vilas Boas acaba de ser agraciada com o Prêmio Argos na categoria Romance, por sua obra “Garras”, lançada pela Editora Rocco em 2024. O Prêmio Argos homenageia a produção de literatura fantástica original em português, premiando obras em três categorias: Melhor Antologia/Coletânea, Melhor Conto e Melhor Romance.

Romantasia e reconhecimento

Em 2025, Lis Vilas Boas lançou outro livro que segue a mesma linha de sua obra premiada: “Feras”, que também explora a romantasia e chega às livrarias pela Rocco. A autora comemora o reconhecimento:

Para mim, ver ‘Garras’ agraciado com o Prêmio Argos é a certeza de que escrever romantasia é algo que me preenche. E também serve para me consolidar como autora brasileira referência do gênero, é claro.

— Lis Vilas Boas, escritora

Vale lembrar que Lis também já foi finalista do Prêmio Odisseia com seu conto “As Sete Mortes de uma Sereia”.

Livros independentes no mesmo universo

A autora explica que seus livros podem ser lidos em qualquer ordem ou de forma independente, algo comum em séries de romance. “Em ‘Feras’ o casal principal tem que lidar com questões de quebra de confiança e também de coragem para assumir uma relação tabu perante a sociedade”, completa Lis.

‘Garras’: Vingança e amor nos anos 1920

“Garras”, a obra premiada, conta a história de Diana de Coeur, uma bruxa rica em busca de vingança, e Edgar, um lobisomem mafioso de periferia disposto a tudo pela própria família. A trama se passa em uma cidade fictícia inspirada no Rio de Janeiro dos anos de 1920 e acompanha o acordo de casamento de conveniência entre os protagonistas, que acabam descobrindo mais do que poder e dinheiro em jogo.

Raiva feminina e metáforas sombrias

Em uma história de amor intensa entre personagens de personalidade forte e moral duvidosa, Lis aborda temas latentes na literatura fantástica contemporânea, como o poder da raiva feminina em mundos injustos com as mulheres e o uso de monstros como metáfora para as imperfeições humanas e desejos sombrios.

Além disso, a inspiração no cenário carioca antigo retrata uma cidade dividida em classes sociais estruturadas, onde seres humanos e monstros convivem lado a lado em uma tensão constante de preconceito e corrupção.

‘Feras’: Romance e carnaval no Rio

Já em “Feras”, o público encontra um romance de segunda chance e aproximação por interesse, ambientado no Rio de Janeiro pré-carnavalesco. Dessa vez, a autora se inspirou em dois elementos do imaginário carioca: o jogo do bicho, que se torna o jogo do poupa-fera, e o carnaval, com origens reinventadas.

Na obra, Selene Veronis e Heitor Lacarez protagonizam uma história de atração e desconfiança. Selene é uma dama da sociedade que esconde uma artista ousada, enquanto Heitor é um lobo em pele de homem, charmoso e perigoso.

Além ser algo que os leitores de Garras queriam muito, porque Heitor é o queridinho e o personagem favorito de muita gente, eu também tinha muita vontade de explorar outras partes desse Rio de Janeiro fictício, dessa vez trazendo um pouco de jogos de azar e o bom e velho carnaval. Então em Feras eu trago o que se esconde por trás do charme de Heitor, e também uma nova camada do universo que as pessoas conheceram em Garras.

— Lis Vilas Boas, escritora

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