A nova temporada de Bridgerton propõe uma narrativa com ares de conto de fadas para discutir relações entre diferentes classes sociais. Inspirada em “Cinderela”, a trama centraliza-se em Benedict Bridgerton, que se apaixona por Sophie Baek, uma jovem criada que esconde sua verdadeira identidade após um baile de máscaras.
Afinal, o que é o ‘relacionamento sugar’?
Ao destacar o contraste entre classes, a série levanta reflexões sobre status, oportunidades e mobilidade social. Essas questões também aparecem em dinâmicas modernas de relacionamento, como a hipergamia, popularmente conhecida como “relacionamento sugar”. Assim como na ficção, essas conexões frequentemente unem pessoas de realidades econômicas distintas, baseadas em acordos claros, apoio e troca de experiências, desafiando modelos tradicionais de namoro e casamento.
Hoje, muitas mulheres valorizam estar com homens bem-sucedidos, que ofereçam segurança, maturidade e um estilo de vida alinhado com o que elas desejam. Afinidade também é sobre objetivos, valores e visão de futuro, isso é compatibilidade.
— Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio
Benedict e Sophie: uma releitura moderna
Benedict, um artista que resiste ao matrimônio por obrigação, encontra em Sophie não apenas encanto, mas parceria e admiração genuína. Sophie, por sua vez, longe de ser uma Cinderela passiva, é retratada como uma mulher forte, que mantém autonomia e princípios. Essa abordagem reforça a tendência do relacionamento sugar: mulheres que buscam relações em que cuidado, segurança emocional e estabilidade caminham junto com independência.
Apesar de ser um romance de época, Bridgerton dialoga com o presente e mostra que conexões afetivas com diferenças sociais sempre existiram e apenas ganharam novos formatos ao longo do tempo. A nova temporada evidencia que amor, suporte e escolhas conscientes podem redefinir destinos, assim como no relacionamento sugar.






