A safra de uva 2025/26 no Rio Grande do Sul (RS) deve superar as projeções iniciais, alcançando aproximadamente 900 milhões de quilos. O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) revisou suas estimativas, confirmando um crescimento acima do esperado em relação ao ciclo anterior.
Estimativa é revista com base nos resultados da colheita
De acordo com o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebellatto, a previsão divulgada em novembro de 2025, que indicava um crescimento entre 5% e 10% e uma produção em torno de 800 milhões de quilos de uva indústria, poderá ser superada, conforme dados observados no campo.
A colheita está mostrando um volume maior. Hoje acreditamos em um crescimento próximo de 15%, chegando a cerca de 850 milhões de quilos de uva indústria. Somando também a uva destinada ao consumo in natura e ao vinho artesanal, podemos alcançar aproximadamente 900 milhões de quilos. Considerando produções que não entram nas estatísticas oficiais, esse volume pode ser ainda maior.
— Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS
Qualidade da uva em evolução
Além do aumento no volume, o setor acompanha atentamente a evolução da qualidade da fruta ao longo da colheita. Rebellatto explica que as primeiras variedades precoces apresentaram oscilações, especialmente em função das condições climáticas, mas o cenário vem melhorando nos últimos dias.
As uvas colhidas a partir de meados de janeiro já mostraram uma evolução na qualidade. Atualmente, a qualidade é considerada mediana, e a tendência é que melhore com mais insolação e com o avanço da maturação. Para o período de fevereiro, a expectativa é de uma qualidade superior à colhida até o momento.
Atraso na colheita não preocupa
Este ciclo também apresenta um atraso de início da colheita em relação ao ano passado, estimado entre 15 e 20 dias. No entanto, segundo Rebellatto, isso não representa motivo de preocupação.
Cada safra tem suas particularidades, influenciadas pelas condições climáticas de cada ano. Historicamente, o maior volume da colheita sempre ocorreu entre fevereiro e março.
— Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS
Com a colheita ainda em andamento, o Consevitis-RS ressalta que os números podem sofrer novos ajustes. Apesar disso, o instituto reforça o otimismo do setor quanto à absorção da produção e à transformação da uva em vinhos, espumantes, sucos e outros derivados, fortalecendo a cadeia vitivinícola gaúcha.






