A inteligência artificial (IA) está redefinindo o mercado de apostas online. Um levantamento recente da Fulltrader Sports revelou que a IA já é responsável por mais de 60% das decisões automatizadas nas plataformas de apostas. Esse movimento, consolidado ao longo de 2025, continua em expansão em 2026, impulsionado por algoritmos que ajustam odds em tempo real e personalizam sugestões.
Avanço tecnológico e microapostas
Além disso, o avanço da IA impulsionou em 41% o volume de microapostas, como escanteios e faltas. A combinação de variáveis intensificou o uso da IA em competições como o Brasileirão e o Mundial de Clubes.
Para Ricardo Santos, cientista de dados e fundador da Fulltrader Sports, esse avanço representa um ganho de eficiência, mas exige responsabilidade. “O acaso segue fazendo parte do jogo. A tecnologia deve informar e proteger, não manipular o apostador”, afirma.
A plataforma aprende com o comportamento do usuário e oferece sugestões que fazem sentido para o seu perfil. É um salto de eficiência, mas que exige responsabilidade na forma como esses recursos são aplicados.
— Ricardo Santos, cientista de dados e fundador da Fulltrader Sports
Personalização e o perfil do apostador
Ademais, os algoritmos já levam em conta fatores externos como desempenho recente, desgaste físico, condições climáticas e até transferências de jogadores.
Um estudo do Instituto Locomotiva também aponta que as mulheres já representam 47% do público no Brasil, influenciando inclusive os algoritmos de recomendação. Segundo Santos, esse grupo adota estratégias mais racionais e conectadas a dados de performance.
Transparência e educação digital
O setor de apostas enfrenta o desafio de conciliar inovação tecnológica e responsabilidade social. A arrecadação pode chegar a R$ 6 bilhões em 2025, segundo projeção do governo. A União alerta, porém, para a necessidade de campanhas educativas voltadas à prevenção de comportamentos compulsivos.
IA para proteger o apostador
Santos destaca que já existem recursos capazes de identificar padrões de risco e limitar o uso. Ainda assim, reforça a importância da transparência e educação digital. “Em mercados maduros, como o Reino Unido, a fiscalização dos algoritmos é rigorosa. O Brasil ainda consolida esse processo, e cabe às empresas usar a IA para informar e proteger, não para manipular o apostador”, conclui.



