A popularização dos celulares premium está transformando a percepção sobre seguros. De acordo com a Counterpoint Research, o mercado global de smartphones premium cresceu 8% no primeiro semestre de 2025. Este é o maior volume já registrado para o período, superando o avanço de 4% do mercado de smartphones como um todo. A tendência de modelos mais caros deixou de ser restrita a nichos e passou a refletir uma escolha consciente do consumidor.
Acessibilidade da tecnologia impulsiona a tendência
Em busca de câmeras melhores, telas superiores, performance robusta e maior durabilidade, milhões de pessoas estão migrando para aparelhos premium. Como resultado, estes aparelhos já respondem por mais de 60% de toda a receita global de smartphones.
Essa tendência ganha impulso à medida que a tecnologia se torna mais acessível. O que antes era luxo passa a ser padrão mínimo para quem trabalha remotamente, cria conteúdo, usa inteligência artificial ou simplesmente resolve tudo pelo celular.
Smartphones premium e a percepção de proteção
A partir do momento em que celulares de alto valor deixam de ser objeto aspiracional e se tornam padrão de consumo, a percepção sobre proteção também muda. Comprar um smartphone premium não é apenas uma decisão de status, mas uma decisão funcional. Ele passa a ser uma extensão da vida profissional, financeira e social. E, quando um bem se torna caro e insubstituível, a preocupação com ele deixa de ser acessória.
É assim que a busca por mecanismos de proteção ganha força. O consumidor que investe milhares de reais num aparelho entende que perdas, furtos, quedas, danos de tela e até falhas internas se tornam riscos do dia a dia. A inevitabilidade dos riscos da vida moderna cria a demanda por seguros. E essa demanda cresceu não porque as pessoas ficaram mais temerosas, mas porque ficaram mais conscientes do valor real que carregam no bolso.
O dilema da sofisticação e o custo da substituição
Todo esse avanço traz um dilema: quanto mais sofisticado o aparelho, mais cara a substituição em caso de perda, dano ou roubo. O custo de não proteger o celular, portanto, se torna muito maior do que o de protegê-lo.
A demanda por seguro de smartphone não nasce de uma cultura de cuidado exagerado, mas de uma economia baseada em dispositivos que concentram funções essenciais. Em outras palavras, proteger o celular não é proteger o aparelho, é proteger o fluxo da vida. É evitar perder dados, trabalho, dias de produtividade, acesso a serviços básicos e recursos financeiros. No mundo premium, o seguro deixa de ser luxo e se torna racionalidade econômica.
O movimento global mostra que o valor do smartphone continuará a subir, tanto no bolso quanto no papel que desempenha na vida das pessoas. E, nesse cenário, a busca por proteção será cada vez mais natural, previsível e estratégica.
No mundo premium, o seguro deixa de ser luxo e se torna racionalidade econômica.
— Tatiany Martins, vice-presidente da Pitzi






