Mensagens sobre ritmo, velocidade e quantidade de livros lidos em um determinado tempo frequentemente aparecem nas redes sociais, gerando desconforto ao avaliarmos nossa própria performance na leitura. Mas será que é importante ter um ritmo pré-definido? Ou será que o gênero e o conteúdo da obra é que devem determinar o ritmo?
A importância do ritmo na leitura
Para Daisy Gouveia, apresentadora, escritora e influenciadora digital, o conteúdo e a história são os fatores determinantes. “Apesar de sempre aconselhar quem pretende adquirir o hábito da leitura a começar por livros mais breves, nem sempre o volume ou número de páginas corresponde diretamente ao ritmo”, explica.
Muitas vezes, livros curtos são densos e exigem lentidão para a compreensão, clamando por introspecção e reflexão. Ao mesmo tempo, suspenses longos podem se tornar leituras velozes, impulsionados pela curiosidade em desvendar mistérios.
Escritor x Leitor
De acordo com Daisy, descobrir o ritmo nem sempre é uma experiência positiva. Essa preocupação, segundo ela, não deve ser do leitor, mas sim do escritor, que desenvolve essa possibilidade para entregar o que pretende.
É sempre bom lembrar que a preocupação na atividade literária deve ser com a qualidade e não com a quantidade, com a capacidade de ler muitos livros num mês. — Daisy Gouveia, escritora e influenciadora digital
Qualidade versus quantidade na leitura
A especialista ainda ressalta que, quanto mais lemos, mais percebemos o quanto ainda temos para ler, mas isso não pode se tornar angustiante. O ato de ler precisa vir com prazer, para que haja memórias e um profundo mergulho nas narrativas.






