A inteligência artificial (IA) está transformando o atendimento no setor de turismo. A Blis.AI, uma traveltech fundada por Rafael Cohen, Rodrigo Cioffi e Luiz Antunes, captou R$ 1 milhão em rodada pré-seed para investir em seus canais de atendimento. A plataforma, que opera 24 horas e é compatível com o WhatsApp, visa agilizar o agendamento de viagens, voos e reservas de hotéis.
Startup surge para otimizar o atendimento turístico
A história da Blis.AI começou com a percepção dos fundadores sobre a ineficiência no atendimento em agências e plataformas de turismo. Rafael Cohen, CEO da Blis.AI, explica: “A ideia nunca foi criar mais um robô de atendimento. Queríamos construir uma tecnologia que realmente entendesse a lógica do turismo e fosse capaz de executar tarefas reais, como um agente humano faria, só que com muito mais velocidade e escala”.
Diferentemente de chatbots tradicionais, a solução da Blis.AI foi projetada para operar processos críticos de ponta a ponta, como cotações, reservas de hotéis, marcação de assentos, cancelamentos, remarcações, emissões e reembolsos de passagens, integrando-se diretamente aos sistemas usados pelo mercado.
Da Easy Barbers à Blis.AI: Lições aprendidas
Antes da Blis.AI, o trio empreendeu na Easy Barbers. Embora o projeto não tenha avançado devido à flexibilização das restrições da pandemia, a experiência foi valiosa. Rodrigo Cioffi, COO da startup, destaca: “A Easy Barbers foi uma escola. Aprendemos muito sobre produto, operação e, principalmente, sobre o que significa escalar um serviço. Essa bagagem foi fundamental para a forma como desenhamos a Blis”.
Essa experiência prévia ajudou o grupo a identificar a importância de construir uma solução altamente integrada aos sistemas existentes do mercado. A Blis.AI se conecta a plataformas como GDS, NDC e sistemas de back-office utilizados por agências, TMCs, consolidadoras e companhias aéreas.
IA que executa, não apenas responde
Do ponto de vista tecnológico, o desafio foi criar uma inteligência artificial capaz de lidar com a complexidade e a volatilidade do setor de viagens. Luiz Antunes, CTO, explica que a empresa adotou um modelo verticalizado, no qual a IA não apenas interage com o cliente, mas executa processos completos dentro da operação.
O turismo é um setor cheio de regras, exceções e mudanças constantes. Construímos agentes de IA que aprendem continuamente com as interações e conseguem se adaptar a diferentes cenários, integrando sistemas e tomando decisões operacionais em tempo real.
— Luiz Antunes, CTO da Blis.AI
A proposta da empresa é permitir que o atendimento funcione 24h por dia, com menos erros e menor custo operacional, sem perder a personalização. “A tecnologia precisa aliviar o trabalho humano, não substituir o relacionamento. O viajante quer rapidez, mas também quer sentir que está sendo compreendido”, reforça Cohen.
Atualmente, a solução opera em canais conversacionais como web e WhatsApp, funcionando como uma camada operacional invisível para o cliente final. Os recursos captados na rodada pré-seed estão sendo direcionados ao desenvolvimento do produto e à expansão da operação.
“Nosso plano é consolidar a Blis.AI como uma infraestrutura de automação para o setor de turismo, em um momento em que eficiência operacional e experiência do cliente se tornaram fatores decisivos de competitividade”, finaliza Rafael Cohen.






