Home / Tecnologia / Novas regras do Pix ampliam recuperação de valores em fraudes

Novas regras do Pix ampliam recuperação de valores em fraudes

Novas regras do Pix ampliam recuperação de valores em fraudes

As novas regras do Pix, implementadas pelo Banco Central do Brasil, estão transformando o cenário das fraudes financeiras. Após a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), o sistema promete ampliar o rastreamento de recursos, acelerar bloqueios e aumentar as chances de recuperação em casos de golpes.

O que muda com as novas regras do Pix?

A atualização do MED permite rastrear o dinheiro mesmo após transferências entre contas. Além disso, autoriza bloqueios mais rápidos de valores e contas suspeitas. Na prática, o tempo de resposta dos bancos é reduzido, aumentando as chances de devolução dos recursos desviados.

Para a advogada Débora Farias, sócia da área consumerista e bancária do Duarte Tonetti Advogados, as mudanças representam uma inflexão importante. “O Banco Central deixa claro que a resposta aos golpes não pode ser apenas reativa. Os bancos passam a ter deveres mais claros de monitoramento, bloqueio e apuração, o que impacta diretamente a análise de responsabilidade em caso de prejuízo ao cliente”, explica.

Prazos menores para análise e devolução

Outro ponto relevante é a redução dos prazos para análise e eventual devolução dos valores. Antes, processos de contestação podiam se arrastar por semanas ou meses. Agora, o novo modelo prevê etapas mais curtas e padronizadas. Isso traz mais previsibilidade para consumidores e empresas que utilizam o Pix como meio de pagamento.

Atenção ao agir em caso de fraude

Apesar do avanço, a especialista alerta que a recuperação do dinheiro não é automática. “O cliente precisa agir rapidamente, comunicar o banco assim que identificar a fraude e seguir os procedimentos exigidos. Há situações em que a regra não se aplica, especialmente quando não há indícios de fraude ou quando o próprio usuário contribui para o golpe”, ressalta Débora.

Além disso, é importante ressaltar que as novas normas tendem a intensificar o debate sobre a responsabilidade objetiva das instituições financeiras. Isso se aplica, principalmente, em casos de falhas de segurança, ausência de mecanismos preventivos ou demora na adoção de medidas de bloqueio.

Essas regras fortalecem a posição do consumidor, mas também exigem mais cuidado das empresas e dos usuários, que precisam conhecer seus direitos e deveres.

— Débora Farias, sócia da área consumerista e bancária do Duarte Tonetti Advogados

A discussão ganha ainda mais relevância no cenário atual, onde o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento no país. Utilizado tanto por pessoas físicas quanto por empresas, essa popularização aumenta a exposição a fraudes e disputas judiciais.

Marcado:

Deixe um Comentário