O varejo de moda pode transformar o Carnaval em um motor de crescimento real, indo além de ações promocionais. Em 2025, o comércio cresceu 13,1% durante o período carnavalesco, segundo o ICVA/Cielo. PMEs do e-commerce faturaram cerca de R$ 2,7 milhões entre janeiro e fevereiro, alta de 32% (Nuvemshop). Tais números reforçam que marcas que tratam a data como parte de um motor contínuo de aquisição e fidelização estão colhendo resultados superiores.
Microcoleções e dados no varejo de moda
Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria e especialista em Growth Hacking, mapeou sete estratégias práticas para o varejo de moda. As dicas incluem microcoleções, decisões orientadas por dados, social commerce, edições limitadas e kits prontos.
Microcoleções com giro rápido
Lançamentos enxutos e focados permitem testar tendências sem grandes riscos de estoque. Segundo Schuler, em vez de apostar em grandes volumes, o ideal é trabalhar microcoleções que possam ser rapidamente ajustadas conforme a resposta do público.
Velocidade hoje vale mais do que perfeição.
— Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria
Decisões guiadas por dados
Dados de busca, histórico de vendas e comportamento online podem ajudar a definir cores, modelos e faixas de preço. Assim, evita-se que a loja perca o tato e caia em erros. Afinal, o feeling sozinho ficou caro demais.
Quem usa dados erra menos e aprende mais rápido.
— Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria
Estratégias de urgência e canais de venda
Edições limitadas
Coleções especiais e quantidades reduzidas estimulam a compra imediata, especialmente em períodos de procura intensa. De acordo com Schuler, a escassez bem planejada aumenta a percepção de valor e acelera a decisão de compra.
Social commerce
Redes sociais precisam ir além da vitrine. Com a captação de atenção, fica menos desafiador despertar o interesse. Lives, links diretos e criadores de conteúdo não são só branding, mas canais de conversão.
Kits e looks prontos
Combinações fechadas facilitam a jornada do consumidor. Quanto menos esforço cognitivo o consumidor precisa fazer para decidir, maior tende a ser sua propensão a concluir a compra e, consequentemente, gastar mais.
Oportunidades e monitoramento no varejo
Carnaval como porta de entrada
Para Schuler, a data deve gerar relacionamento, não apenas venda. Com uma experiência positiva na loja, o cliente certamente se lembrará. O verdadeiro lucro está no pós-venda: cadastro, remarketing e recompra.
Monitoramento diário
Além disso, campanhas precisam ser otimizadas em tempo real, especialmente para não sair no prejuízo. Quem espera o fim da campanha para analisar dados já perdeu dinheiro, explica o especialista.
Quando a marca enxerga o Carnaval como laboratório de aprendizado e não só como data promocional, ela constrói um crescimento que se estende muito além da folia.
— Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria






