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Varejo se prepara para ‘Super Ano’ entre Copa e Eleições de 2026

Varejo se prepara para 'Super Ano' entre Copa e Eleições de 2026

O calendário brasileiro de 2026 reserva um fenômeno raro: a convergência dos dois maiores eventos de atenção do país em um curto período. Com a Copa do Mundo em junho e as Eleições Gerais em outubro, o mercado de promoções comerciais se prepara para uma intensa disputa por atenção. A Promoboxx, consultoria especializada em campanhas promocionais, destaca que o sucesso este ano dependerá de um planejamento estratégico que equilibre engajamento e conformidade legal.

Estratégias para o ‘Super Ano’ do Varejo

Para Pedro Micuci, Head de Comunicação e CRO da Promoboxx, a chave está em sintonizar com o fuso horário emocional do consumidor. Diferentemente da Copa do Catar em 2022, a edição de 2026 permitirá que o comércio opere em harmonia com os jogos.

Estamos diante de um ‘Super Ano’. A Copa de 2026 será a Copa da experiência em tempo real. Como os jogos acontecem em horários que favorecem o happy hour e o convívio social no Brasil, as marcas têm uma janela de ouro para o social selling e promoções relâmpago via WhatsApp e Live Commerce. No entanto, o desafio é o custo da mídia: quem não garantir seu espaço agora, será atropelado pelos preços inflacionados que a publicidade política trará logo na sequência, em agosto e setembro.

— Pedro Micuci, Head de Comunicação e CRO da Promoboxx

Atenção à segurança jurídica em ano eleitoral

O otimismo nas vendas deve andar de mãos dadas com a segurança jurídica, principalmente em um ano onde a fiscalização sobre sorteios e apostas está mais rigorosa do que nunca. A regulamentação do mercado de apostas e a vigilância sobre a transparência em redes sociais transformaram o cenário.

Danilo Raide, sócio consultor e advogado da Promoboxx, ressalta que o rigor legal é fundamental para evitar que a promoção se transforme em um problema jurídico.

Em ano eleitoral, a linha tênue entre a promoção comercial e a propaganda política é perigosa. As empresas precisam ser precisas para não infringir normas da Justiça Eleitoral ao utilizar figuras públicas ou influenciadores que possam ter qualquer vínculo político. Além disso, com as novas taxas de fiscalização e as regras de transparência para sorteios, a conformidade não é mais um detalhe, é o pilar central da campanha. Não há espaço para o amadorismo; o custo de uma promoção mal registrada ou de um sorteio irregular pode ser proibitivo em 2026.

— Danilo Raide, sócio consultor e advogado da Promoboxx

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