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Empilhadeiras elétricas impulsionam agro 4.0 e transição energética

Empilhadeiras elétricas impulsionam agro 4.0 e transição energética

O agronegócio brasileiro, em expansão, busca soluções que unam eficiência e sustentabilidade. Nesse cenário, as empilhadeiras elétricas ganham espaço, impulsionando o chamado agro 4.0 e a transição energética no campo.

Crescimento do agro e a busca por soluções sustentáveis

O agronegócio brasileiro segue batendo recordes de exportações e tende a aumentar sua participação no PIB nacional. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária mostram que o setor registrou, em setembro de 2025, o maior valor de exportações para o mês na série histórica: US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% em relação a setembro de 2024, equivalendo a 49% de todas as vendas externas do país no período.

Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 6,49% no primeiro trimestre e pode alcançar 29,4% do PIB brasileiro neste ano, conforme estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2024, o setor representou 23,5% do PIB.

Para manter a competitividade em um cenário de clima instável e exigências ambientais elevadas, o agro brasileiro busca alternativas que tornem as operações mais produtivas, seguras e sustentáveis. As empilhadeiras elétricas surgem como uma solução promissora em fazendas, cooperativas e agroindústrias.

Empilhadeiras elétricas: eficiência e sustentabilidade no campo

De acordo com Débora Bettoni, CEO da Heli Brasil, unidade do Grupo KMR, a transição energética no agro brasileiro é uma realidade crescente. “As empilhadeiras elétricas com bateria de lítio são uma opção inteligente, com zero emissões, redução de custos com manutenção e combustível, além de contribuírem para um ambiente de trabalho mais saudável para os operadores”, afirma.

O setor de intralogística, ligado ao agronegócio, representa 35% das vendas do mercado brasileiro, evidenciando a migração para soluções mais limpas e eficientes. A Heli Brasil, líder em empilhadeiras elétricas, expande sua oferta para o agronegócio, focando em eletrificação e redução de emissões, buscando economia de mais de 70% e maior eficiência.

Novo modelo CPD38 LI

No segundo semestre de 2025, a empilhadeira contrabalançada CPD38 LI foi adicionada ao portfólio, oferecendo alta performance e personalização para o setor. Equipada com bateria de lítio, projetada para aplicações intensivas em ambientes rurais e industriais, possui capacidade de carga de 3,8 toneladas, elevação de até 7,5 metros e velocidade de até 20 km/h, garantindo produtividade e operações contínuas.

A máquina oferece autonomia de 8 horas de trabalho e recarga rápida em cerca de 1h30, permitindo recargas de oportunidade durante as pausas.

Vantagens da bateria de lítio

A bateria de lítio de longa duração mantém mais de 75% da capacidade após 4 mil ciclos de carga e descarga, com garantia de até 5 anos ou 10 mil horas. Além disso, é blindada e livre de intervenções de manutenção, eliminando rotinas como troca de água e inspeções frequentes das baterias convencionais.

Segurança e ergonomia

O equipamento se destaca pelo sistema de tração robusto, com controle de aceleração em curvas, freio regenerativo, gradeabilidade de 25% e sensor de presença do operador, aumentando a segurança e reduzindo riscos de acidentes. O design ergonômico prioriza o conforto e a visibilidade dos operadores.

ESG e a valorização no mercado internacional

Segundo Débora Bettoni, a mudança para matrizes energéticas mais limpas já faz parte da estratégia de negócios do agro e tende a se intensificar. “Quando o Brasil exporta proteína animal, grãos, fibras ou produtos industrializados, exporta também a história de como essa carga foi produzida, armazenada e movimentada. Quem investe em soluções elétricas mais eficientes para reduzir emissões aprimora os indicadores de ESG e se posiciona melhor nos mercados internacionais mais exigentes”, finaliza.

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