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Inadimplência atinge 50% dos adultos no Brasil em 2025, diz Serasa

Inadimplência atinge 50% dos adultos no Brasil em 2025, diz Serasa

O Brasil encerrou 2025 com metade da população adulta inadimplente. Um levantamento recente da Serasa aponta que o país tem um estoque de R$ 518 bilhões em dívidas ativas. O valor médio por pessoa ultrapassa R$ 6,3 mil, com forte concentração em bancos, cartões e contas básicas.

Endividamento estrutural

Para a Top One Financeira, o acúmulo de parcelamentos e compromissos simultâneos indica que o endividamento deixou de ser pontual e passou a ter caráter estrutural. A empresa é uma das principais financeiras regionais especializadas em crédito no varejo.

Fevereiro, 2026 – Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, o Brasil terminou 2025 com 81,2 milhões de pessoas inadimplentes, o equivalente a 49,7% da população adulta. O volume total de dívidas ativas chegou a R$ 518 bilhões, mantendo a inadimplência acima dos níveis pré-pandemia.

O levantamento mostra que cada inadimplente acumulava, em média, R$ 6.382 em dívidas, distribuídas em quatro compromissos financeiros, com valor médio de R$ 1.593 por dívida. Os números indicam um acúmulo de parcelamentos ao longo do tempo, muitas vezes combinando diferentes modalidades de crédito.

Impacto no consumo e na economia

A composição das dívidas revela que bancos e cartões de crédito respondem por 26,1% do total, seguidos por contas básicas (água, luz e gás) com 22,1%, e financeiras com 19,6%. O endividamento atinge tanto o consumo quanto as despesas essenciais das famílias.

Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira, destaca a necessidade de responsabilidade na concessão de crédito:

Esse nível de inadimplência impacta diretamente o consumo, o varejo e toda a economia. Quando o endividamento se torna estrutural, o crédito deixa de impulsionar vendas e passa a travar o crescimento. Por isso, as empresas precisam ser cada vez mais criteriosas na liberação do crédito e avaliar a capacidade real de pagamento para evitar comprometer ainda mais o orçamento das famílias.

— Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira

Políticas seletivas de crédito

Na Top One Financeira, a inadimplência em dezembro se manteve no patamar de 2024, refletindo o cenário macroeconômico. Esse comportamento reforçou a adoção de políticas mais seletivas de concessão ao longo de 2025, com foco em previsibilidade, prazos compatíveis e maior controle do risco.

Renegociação de dívidas

Apesar do quadro adverso, o estudo da Serasa mostra avanço na renegociação. Em dezembro de 2025, foram firmados 5,2 milhões de acordos, com R$ 14,3 bilhões em descontos concedidos. O valor médio das negociações ficou em R$ 697.

Segundo Vanderley, a combinação de juros elevados, renda pressionada e crédito mais restrito tende a manter a inadimplência em níveis elevados no curto prazo, mesmo com a expectativa de alívio gradual da política monetária ao longo de 2026.

O desafio agora é reequilibrar o sistema. Crédito bem concedido sustenta o consumo; crédito mal concedido amplia a inadimplência e corrói a confiança. Informação, análise criteriosa e renegociação no momento certo são fundamentais para que o crédito volte a cumprir seu papel econômico.

— Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira

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