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IA em 2026: Especialistas preveem o fim do hype e foco em resultados

IA em 2026: Especialistas preveem o fim do hype e foco em resultados

Após a euforia de 2025, o mercado de tecnologia se volta para 2026 com uma questão central: o que na IA gera resultados reais e o que ficou apenas na promessa? Especialistas da Jitterbit, Bill Conner (CEO) e Manoj Chaudhary (CTO), oferecem uma visão prática sobre a próxima fase da inteligência artificial, focada em execução e distante do hype.

Hardware como Fator Decisivo

Para Manoj Chaudhary, estamos testemunhando um resgate histórico do hardware. “Estamos entrando em uma nova era em que o hardware importa novamente. Na década de 1990, a vantagem competitiva vinha das CPUs, armazenamento e rede. Agora, a IA está puxando a indústria de volta para o hardware, com países correndo para garantir GPUs (chips processadores), tratando-as como ativos estratégicos. Treinar e rodar modelos de IA em escala consome energia e resfriamento extraordinários, e a expansão dos centros de dados está atingindo limites de regulação, fornecimento de energia e espaço físico”.

Com a persistência dos gargalos na fabricação de chips, a sobrevivência das empresas dependerá do uso consciente da tecnologia. “O sucesso com IA não é apenas ter as maiores máquinas; é sobre usá-las de forma inteligente, reduzindo despesas desnecessárias”, afirma Manoj. Ele ainda complementa que empresas que otimizarem o uso da IA com foco em custos superarão aquelas que dependem apenas da capacidade de processamento.

Otimização é a chave para o sucesso

Nesse cenário, a discussão sobre a possível bolha da IA volta à tona. Para Bill Conner, a resposta está na maturidade das organizações: “Se houver uma bolha de IA, ela só vai estourar para quem se baseia em hype em vez de em bases sólidas”.

Segundo ele, 2026 recompensará quem investiu na infraestrutura da transformação digital, e não apenas em promessas vazias. “Os que vão sair por cima em 2026 são aqueles que investem em conexões fortes: entre seus dados, seus sistemas e seu povo. A IA não pode fazer nada significativo se estiver presa em silos desconectados”, completa Conner.

Além disso, ele reforça que as empresas que realmente estão vencendo são aquelas que usam integração e automação para transformar a IA responsável “de uma ideia brilhante em resultados reais de negócios”.

Integração e Automação como Diferenciais

Para os executivos, o limite da IA não está apenas nos modelos, mas nos sistemas que os sustentam. “Mesmo os modelos de IA mais avançados serão limitados pelos sistemas que os alimentam”, resume Manoj, destacando arquitetura, conectividade e fluxos de trabalho integrados como fatores decisivos para uma vantagem competitiva duradoura.

Se houver uma bolha de IA e ela estourar para quem se baseia em hype, isso não sinalizará o fim do progresso, mas sim uma mudança para organizações que priorizam substância, integração e inovação sustentável. — Bill Conner, presidente e CEO da Jitterbit

Conner conclui que, se uma correção vier, ela não significará retrocesso. Em outras palavras, a próxima fase da IA não será sobre promessas, mas sobre execução.

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